Arrancou nesta quinta-feira, em Luanda, a 2.ª Conferência Internacional sobre Energia e Águas, promovida pelo Ministério da Energia e Águas sob o Alto Patrocínio do Presidente da República, João Lourenço.
O evento decorre nos dias 28 e 29 de Maio de 2026, sob o lema “Energia e Águas: 50 Anos Servindo o País, Rumo à Sustentabilidade”, reunindo membros do Executivo, especialistas nacionais e estrangeiros, académicos, empresários, investidores, parceiros multilaterais e representantes da sociedade civil.
Segundo uma nota do Ministério, a conferência afirma-se como um dos principais fóruns técnico-científicos e institucionais do país, funcionando como uma plataforma de diálogo e cooperação internacional sobre os desafios e oportunidades nos sectores da energia e das águas.
A realização do encontro acontece numa altura em que Angola reforça o seu posicionamento regional em matérias ligadas ao desenvolvimento sustentável, transição energética e segurança hídrica. O país encontra-se numa fase marcada pela implementação de projectos estruturantes, expansão do acesso à energia eléctrica e à água potável, bem como pelo reforço das infra-estruturas nacionais.
Ainda de acordo com o documento, sob liderança do Presidente da República, o Executivo tem apostado em reformas e investimentos estratégicos, com destaque para a diversificação da matriz energética, crescimento da produção hidroeléctrica, desenvolvimento de energias renováveis, electrificação rural e expansão das redes de distribuição.
Entre os projectos destacados durante a conferência constam o Bita e o Quilonga Grande, infra-estruturas consideradas fundamentais para o abastecimento de água à Região Metropolitana de Luanda. A entrada em funcionamento destas estruturas está prevista para este ano e deverá permitir o fornecimento de água potável a milhões de cidadãos em Luanda e na província de Icolo e Bengo.
No sector energético, o Aproveitamento Hidroeléctrico de Caculo Cabaça foi igualmente apontado como um dos projectos de maior relevância estratégica em execução no continente africano. A futura central deverá reforçar significativamente a capacidade nacional de produção de energia eléctrica, contribuindo para a estabilidade do sistema energético e para a industrialização do país.
Outro ponto em destaque foi o Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), que tem permitido a construção de sistemas de captação, canais, reservatórios, furos e outras infra-estruturas hídricas nas províncias afectadas pela seca cíclica.
Segundo a organização, várias infra-estruturas já foram entregues às populações do Cunene e do Namibe, enquanto na Huíla decorrem preparativos para o arranque de novas obras integradas no mesmo programa.
A conferência aborda ainda temas ligados à sustentabilidade, segurança hídrica, inovação tecnológica, investimento, cooperação internacional e perspectivas futuras para o desenvolvimento do sector em Angola.
Durante a abertura do evento, o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, reafirmou o compromisso do Ministério com a modernização das infra-estruturas, valorização do capital humano e melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, alinhado com os objectivos estratégicos do Executivo para uma Angola mais inclusiva e sustentável.









