OPaís
Ouça Rádio+
Sex, 10 Abr 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

“FUGA” DAS ACÁCIAS:“Hoje, em Benguela, procuramos acácias como quem procura agulha num palheiro”, diz pesquisador

O pesquisador histórico-cultural Joaquim Grilo considera inconcebível que Benguela tenha perdido para Luena, província do Moxico, o estatuto de “cidade das acácias rubras”, a ponto de “hoje, em Benguela, procuramos acácias como quem procura agulha num palheiro”, e, por isso, responsabiliza o Governo por esse estado de coisas

Jornal Opais por Jornal Opais
8 de Janeiro, 2025
Em Sociedade

O pesquisador histórico- cultural refere que todas as acácias rubras existentes um pouco pelo país são originárias de Benguela, porque a região foi a primeira cidade a ser arborizada com essa espécie, proveniente da ilha de Madagáscar.

Poderão também interessar-lhe...

Vice-governador de Luanda defende reforço dos fiscais no município do Cazenga

Cabinda ganha primeira sala de audiências virtuais da Provedoria de Justiça

Trânsito lento na Estrada Nacional número 100 em consequência de despiste de camião

No passado, nos meses de Outubro, Novembro e Dezembro e Janeiro, a conhecida cidade de Ombaka era colorida, o rubro e o lilás enchiam os olhos de turistas e não só.

Porém, nos dias que correm, Benguela assiste a um cenário que não agrada ao pesquisador, que diz ter proposto, há anos, para encabeçar um programa de arborização com acácias rubras, acolhido, inicialmente, pelo então governador Dumilde das Chagas Rangel, por ter sido exonerado do cargo em 2008, entretanto ignorado pelos sucessores. Joaquim Grilo critica a forma pouco profissional como a administração de Benguela tinha levado a cabo, no quadro da jornada do aniversário, em Maio, uma acção de arborização da cidade com a espécie acácias rubras.

À época, Paula Marisa era titular do órgão do município. “Nós não podemos só plantar árvores em data festiva. Plantação de árvore é contínua, e saber plantar. Isso fica no segredo dos deuses, porque, se eu disser tudo que me vai à alma, vão fazer plágio.

Então, não digo. Tem de haver um indivíduo que saiba como é que se arboriza uma cidade”, aconselha, ao considerar que se está a ter “uma cidade careca. Nós procuramos acácias em Benguela como quem procura agulha num palheiro”.

Insatisfação

Insatisfeito, o pesquisador histórico-cultural considera inconcebível que cidades como a do Kilamba, em Luanda, tenham mais acácias do que a de Benguela. “Estamos a brincar. Camarão que dorme, a onda leva. Nós te- mos que resgatar o nosso estatuto, por excelência, um direito que nos cabe”, considera.

A história por detrás das acácias Joaquim Grilo, que há muito tem engavetado o seu livro “Memórias da Província de Benguela e da sua gente”, por alegada falta de apoio, explicou, na entrevista exclusiva a este jornal, como é que as acácias chegam a Benguela.

O historiador sustenta que, em finais do sé- culo XIX, precisamente no ano de 1846, Manuel Fernando Lopes foi convidado a governar Benguela, tendo ele aceitado a proposta. À época, como primeiro acto da sua acção, ele lançou um programa de arborização das poucas ruas que Benguela tinha, numa fase em que os navios que partissem da Europa para o Oriente vinham para o atlântico, atravessando o cabo da Boa Esperança e adentrando o oceano Índico até chegar às índias, tinham de vir a Benguela para se abastecer de mantimentos.

Alguns marinheiros, sempre que aportavam a Benguela, notavam que o governador do distrito era um amigo da natureza devido à sua acção de arborização em curso. Desta feita, perguntam a Manuel se não estaria interessado em uma espécie de árvore que havia em Madagáscar, por sinal muito linda, ao que ele respondeu positivamente. “Eles trouxeram as primeiras plantas.

Este bisavô do então presidente da República Portuguesa, Higino Craveiro Lopes, plantou as primeiras espécies das Acácias Rubras e começou a se multiplicar. E a cidade, na época das festas, tornava-se uma cidade rubra, por causa das acácias que só florescem nessa época, não é? Benguela ficava ao rubro e começou-se a chamar “cidade das acácias rubras”, sustenta. Entretanto, há uma outra cidade, no então império português, que era Moçambique, capital Lourenço Marques (fundada em 1897), hoje Maputo, que também veio a os- tentar o estatuto de cidade das acácias e jacarandás.

“Hoje também procura-se as acácias rubras em Maputo como quem procura a agulha num palheiro”, considera o pesquisador. Voltando a Benguela, ele sinaliza que o estatuto de cidade das acácias vincou enquanto se teve uma câmara municipal, porque os responsáveis pela arborização se encarregavam de cuidar delas.

Porém, desde que se extinguiu as câmaras, dando lugar aos comissariados, primeiro, e às administrações, até aos dias de hoje, se perderam as experiências de como cuidar de uma acácia rubra, logo não se deu continuidade às espécies, não fossem como homens e, como tal, têm um tempo de vida útil.

“Temos acácias que têm mais de 60 anos. Que eu vi a serem plantadas e a serem rega- das com uma carroça, um tambor e um velhote todos os dias a regarem estas árvores. Temos mais duas espécies de acácias. A amarela e a lilás. A lilás veio da Pérsia (…) Entrámos numa fase que podemos chamar de mbuanja, anarquia…

Qualquer indivíduo planta árvore que quiser, não pode”, disse, para quem a falta de regra tem levado a que se plante espinheiro no centro da cidade. O historiador lembra que a semente para arborizar Luena, província do Moxico, cidade para a qual Benguela perde o estatuto, saiu de Benguela. Um visionário – cujo nome Joaquim Grilo não consegue precisar – gostou da espécie e levou daqui uma semente para florir aquela vila ferroviária do Luena.

“Onde encontrares uma acácia por esta Angola tão grande, que tem um milhão 246 mil 700 quilómetros quadrados, lembra-se do então governador de Benguela, bisavô do presidente Craveiro Lopes, e também tem que lembrar de Madagáscar, que é a maior ilha de África, que fica no Índico, de onde veio a espécie. E de Benguela, para além de ser cidade mãe de cidades, é das acácias rubras”, realça

POR:Constantino Eduardo, em Benguela

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

Vice-governador de Luanda defende reforço dos fiscais no município do Cazenga

por Jornal OPaís
10 de Abril, 2026

O vice-governador de Luanda para o sector Económico, Jorge Miguêns Augusto, defendeu, hoje, a necessidade de se reforçar o quadro...

Ler maisDetails

Cabinda ganha primeira sala de audiências virtuais da Provedoria de Justiça

por Jornal OPaís
10 de Abril, 2026
Jacinto Figueiredo

Entrou em funcionamento, a partir desta quinta-feira, no município de Buco-Zau, província de Cabinda, uma sala de audiências virtuais afecta...

Ler maisDetails

Trânsito lento na Estrada Nacional número 100 em consequência de despiste de camião

por Jornal OPaís
10 de Abril, 2026

O trânsito na Estrada Nacional, no percurso Benguela/Lobito, faz-se, neste momento, em marcha lenta, na sequência de um acidente de...

Ler maisDetails

Hospital Geral de Benguela ganha fábrica de produção de oxigénio

por Flávio da Costa
10 de Abril, 2026

A infra-estrutura, inaugurada esta sexta-feira, 10 de Abril, pelo governador da província de Benguela, Manuel Nunes Júnior, tem a capacidade...

Ler maisDetails

Viagem Apostólica do Papa Lão XIV a Angola

Governo confirma pagamento das ordens de saque do período que vai de Julho a Novembro de 2025

10 de Abril, 2026

Vice-governador de Luanda defende reforço dos fiscais no município do Cazenga

10 de Abril, 2026
Jacinto Figueiredo

Cabinda ganha primeira sala de audiências virtuais da Provedoria de Justiça

10 de Abril, 2026

Bengo inicia hoje primeira exportação de alumínio produzido no Parque Industrial Huatong Angola

10 de Abril, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.