De acordo com dados a que OPAÍS teve acesso, nas comemorações do Dia Mundial do Rim, assinalado ontem, a faixa etária dos 30 aos 85 anos de idade, entre homens e mulheres, é a que é mais acometida pela doença e que está em tratamento em 30 unidades hospitalares do país construídas nos últimos anos. Já o Colégio de Médicos Nefrologistas reforça o apelo para maior prevenção e cuidado das doenças crónicas não transmissíveis, como a hipertensão e diabetes, por serem as principais causas da insuficiência renal que anualmente registam mil novos casos
A taxa de doentes acometidos pela insuficiência renal no país cresceu para um número superior a cinco mil casos durante os últimos cinco anos, alertando, assim, para o reforço da preocupação. De acordo com dados a que OPAÍS teve acesso, a faixa etária dos 40 aos 45 anos, entre homens e mulheres, é a que mais é acometida pela doença. Mas os corredores das diversas unidades hospitalares do país também registam ainda crianças, jovens (com menos de 35 anos) e idosos (até aos 85 anos de idade), que perfilam as salas de hemodiálise por conta da insuficiência renal crónica.
Segundo os dados, o país já vai tendo capacidade para suportar o actual número de 5 mil pessoas com assistência médica e medicamentosa, mas a preocupação relativamente ao número de casos está a “tirar o sono” das autoridades sanitárias, que se mostram apreensivas com o crescer das ocorrências.
Quando a vida vira estatística Jofina Teodoro faz parte desta estatística dos mais de cinco mil doentes renais que o país regista. Residente no município de Viana, a funcionária pública é seguida no Hospital do Prenda, que, para além dela, assiste outros 500 pacientes que padecem de insuficiência renal crónica. Em conversa com o jornal OPAÍS, a jovem de 35 anos de idade contou estar nesse vai e vem (entre hospital/casa e vice-versa) há três anos. Apesar da doença, ela disse encontrar forças em Deus para suportar a doença que, frisou, mudou completamente a sua rotina de vida.
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