OPaís
Ouça Rádio+
Sex, 6 Mar 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Cangundo luta contra escassez de água, energia e professores

Paulo Sérgio por Paulo Sérgio
14 de Novembro, 2025
Em Reportagem, Sociedade

A realidade do Cangundo, situada no município do Negage, província do Uíge, espelha o desafio de muitas comunidades rurais angolanas: um equilíbrio delicado entre a preservação das tradições e a luta pelo progresso. Entre campos agrícolas manuais, poços de ouro e o sonho de energia electrica e água constantes, o povo do Cangundo contínua firme, guiado pela voz do seu regedor, Manuel Bambi Castigo, símbolo de resistência e esperança

Poderão também interessar-lhe...

LUZIMIRA DE CARVALHO JOÃO: “Enquanto não houver uma lei de protecção dos pacientes oncológicos, estes farão quimioterapia e serão obrigados a ir trabalhar”

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: Silêncio contribui para a morte de várias mulheres

Caso “AGT/2025”: MP pede condenação e defesa contesta por falta de provas

O sistema de água, parte do programa “Água para Todos”, é antigo, herdado do período colonial, com tubagem desgastada e tanques que dependem de motores para bombear a água do rio. A operação do sistema, no entanto, é dificultada pela falta de combustível, tornando o abastecimento irregular. Apesar disso, a população consegue consumir água canalizada, ainda que limitada, graças ao trabalho de um canalizador local que vai tentando solucionar as avarias na medida em que vão surgindo.

O regedor Manuel Bambi Castigo, conhecido simplesmente como soba Bambi, descreve a vida na comunidade como sendo relactivamente normal, embora a energia eléctrica, os serviços de saúde e a educação, bem como a falta de instrumentos de trabalho na agricultura incorporam o leque de dificuldades.

Sob a sua liderança, a localidade, composta por seis sobados, funciona como centro de administração tradicional, intervindo nos problemas locais e mediando a relação da população com à Administração Municipal.

Nos últimos anos, a comunidade enfrentou também o desafio da exploração ilegal de ouro, actividade que atraiu pessoas de várias regiões do país. A regedoria interveio para controlar a situação, limitando a exploração apenas aos moradores locais e removendo todos os elementos de fora, que representavam um risco potencial à segurança e à ordem.

A mineração tornou-se, sobretudo para a juventude, uma alternativa de rendimento, oferecendo oportunidade de adquirir motorizadas, rádios, móveis e outros bens. Ainda assim, o regedor reconhece que o controlo ainda não é totalmente eficaz, uma vez que outros elementos continuam a explorar de forma irregular, inclusive parentes que vivem fora da comunidade.

A presença da mineração trouxe, paradoxalmente, benefícios sociais, como a redução da delinquência. Segundo Bambi, o roubo de galinhas e cabritos, que era comum no passado, diminuiu consideravelmente desde o início da actividade. Os jovens, que antes enfrentavam escassez de emprego, passaram a ter uma fonte de sustento, o que promove mudanças visíveis na comunidade e gera esperança de maior autonomia económica.

O regedor destaca que, a par dos avanços pontuais, a comunidade clama pela intervenção do Governo e da Administração Municipal para superar desafios estruturais, especialmente no abastecimento de água e energia eléctrica. “A energia é o maior problema.

O povo depende do Governo e espera que o programa nacional de electrificação chegue à nossa comunidade”, afirmou. Além disso, Bambi reforça a necessidade de aumentar a produção agrícola e melhorar a infraestrutura para garantir melhores condições de vida.

A regedoria funciona com base nos sobados locais, que recebem e tratam os problemas da população. Quando uma dificuldade não pode ser resolvida localmente, o caso é encaminhado para a Administração Municipal.

O conselho de sobados actua de forma a manter a ordem e assegurar que as tradições locais coexistam com as necessidades do desenvolvimento moderno. Entre os desafios históricos e as limitações actuais, a comunidade do Cangundo mantém viva a esperança de evoluir economicamente, socialmente e educacionalmente.

A liderança do regedor, aliada ao esforço da população, reflecte um equilíbrio entre a preservação das tradições e a busca por progresso e desenvolvimento, ilustrando a realidade de muitas localidades rurais em Angola.

Saúde enfrenta desafios estruturais, mas mantém atendimento regular

O Centro de Saúde da comunidade actua como ponto de referência para atendimento médico em diversas áreas, garantindo serviços essenciais à população local. Apesar do funcionamento regular e da dedicação da equipa, o centro enfrenta desafios estruturais significativos.

Segundo o enfermeiro Miguel Paulo Bunga, destacado na unidade desde 2020, as chuvas intensas danificaram parte do tecto e há salas comprometidas, o que torna urgente uma reparação completa da unidade para garantir condições seguras de atendimento.

Em declarações ao jornal OPAÍS, reforçou a importância do apoio das autoridades para manter a qualidade do serviço. “Precisamos com urgência de reparações no centro, porque a estrutura já não atende adequadamente à população, especialmente em períodos de chuva”.

Mesmo com as limitações, o centro segue prestando serviços essenciais à comunidade, mantendo atendimento regular e garantindo que moradores tenham acesso à saúde básica, mostrando o compromisso da equipa em suprir necessidades locais com os recursos disponíveis.

O centro oferece consultas prénatais, planeamento familiar, pediatria, consultas externas para adultos e atendimento de pequenas urgências. O funcionamento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 15h, mas muitas vezes se estende até às 16h ou 17h, dependendo do fluxo de pacientes. Em casos graves, os pacientes são encaminhados para o hospital municipal, com apoio de ambulância.

Quando isso não é possível, os próprios pacientes assumem o transporte, garantindo o acesso à assistência. Entre as patologias mais comuns na comunidade estão a malária, gastroenterites, infecções de pele e ferimentos, muitas vezes resultantes das actividades diárias ou do contacto com lagoas e rios na região. Para o tratamento inicial, o centro dispõe de uma pequena farmácia, equipada com fármacos básicos que permitem atender a maioria das situações de primeira instância.

Leia mais em…

Paulo Sérgio

Paulo Sérgio

Recomendado Para Si

LUZIMIRA DE CARVALHO JOÃO: “Enquanto não houver uma lei de protecção dos pacientes oncológicos, estes farão quimioterapia e serão obrigados a ir trabalhar”

por Jornal OPaís
6 de Março, 2026
Fotos de Carlos Moco

A presidente da Liga Angolana Contra o Cancro, Luzimira de Carvalho João, em entrevista ao jornal O PAÍS, condena a...

Ler maisDetails

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: Silêncio contribui para a morte de várias mulheres

por Domingos Bento
6 de Março, 2026

A dois dias de celebração do Dia Internacional da Mulher, as associações de defesa unem-se, uma vez mais, para o...

Ler maisDetails

Caso “AGT/2025”: MP pede condenação e defesa contesta por falta de provas

por Jornal OPaís
6 de Março, 2026

O Ministério Público (MP) reafirma a acusação contra os 30 cidadãos arrolados ao mediático caso “AGT/2025”, pedindo a condenação e...

Ler maisDetails

Conselho de Administração do Porto do Lobito repudia informações falsas e caluniosas sobre a instituição

por Jornal OPaís
5 de Março, 2026

A Empresa Portuária do Lobito, por intermédio de uma nota de imprensa, repudiou a a divulgação de conteúdos falsos, difamatórios...

Ler maisDetails

CARLOS ALBERTO CARDEAU: “O empresariado não tem sido atencioso em relação ao desporto, em particular, o futebol na província do Huambo”

6 de Março, 2026

Importação de frango custa 300 milhões de dólares aos cofres do Estado

6 de Março, 2026
Fotos de Carlos Moco

LUZIMIRA DE CARVALHO JOÃO: “Enquanto não houver uma lei de protecção dos pacientes oncológicos, estes farão quimioterapia e serão obrigados a ir trabalhar”

6 de Março, 2026

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: Silêncio contribui para a morte de várias mulheres

6 de Março, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.