A infra-estrutura, que vai acolher a trajectória dos conflitos políticos em Angola, iniciados depois do alcance da Independência Nacional em 1975 e concluídos em 2002 com o alcance da paz, deverá estar concluída nos próximos seis meses. O presidente da república, João Lourenço, constatou ontem, 20, o andamento das obras, cujo grau de execução física está acima dos 70 por cento
O director do Gabinete de Obras Especiais (GOE), Leonel Cruz, prestou declarações à imprensa após a visita de constatação efectuada pelo Presidente da República, João Lourenço, às grado no processo de reconciliação nacional conduzido pela Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP).
Segundo Leonel Cruz, a infra-estrutura foi concebida para preservar a memória dos conflitos políticos ocorridos em Angola entre 1975 e 2002 e transmitir às futuras gerações uma mensagem de reconciliação e unidade nacional. “O memorial vai passar uma mensagem final para a eternidade dos maus momentos ocorridos no período de 1975 a 2002”, assinalou.
De acordo com o director do GOE, a obra combina componentes de engenharia, museologia e museografia, integrando três grandes peças arquitectónicas e simbólicas: a “Aliança Eterna”, considerada a estrutura principal do complexo, a “Mulembeira Petrificada” e o “Hall de Memória”. Explicou que cada um destes espaços terá conteúdos narrativos próprios destinados a retratar os conflitos políticos registados no país durante o período abrangido pelo projecto. Leonel Cruz esclareceu igualmente que o memorial não está ligado à vertente militar da história nacional, mas exclusivamente aos conflitos políticos.








