Em declarações à rádio Mais-Huambo, nesta sexta-feira, 22, naquilo que se convencionou chamar de grande entrevista, no âmbito dos 17 anos de existência da estação emissora, o governador do Huambo, Pereira Alfredo, admitiu que o sector social, com destaque para a educação, é bastante crítico, porém assegura projectos que visam o “bem-estar social da nossa província”. O governante assegurou, igualmente, a definição de vários projectos para a província sob sua jurisdição.
À frente da província do Huambo há um ano e dez meses, o governador começou por colocar, na entrevista à rádio Mais, a pessoa no centro da sua acção governativa, tendo, em virtude disso, manifestado preocupação em relação ao sector social, privilegiando, para o efeito, o diálogo. Nesta perspectiva, Pereira Alfredo, quando olha para o sector social, vislumbra factores bastante críticos, citando, a título de exemplo, a educação.
Por conta disso, considera que “temos estado a investir forte com a construção de infra-estruturas escolares, com a formação do capital humano, mas, ainda assim, deveremos continuar a apostar na educação como um dos factores críticos, assegurar o crescimento e desenvolvimento da nossa província”, salienta.
De acordo com o governante, nem tudo está feito a nível desse sector, mas garante que os espaços que estão a ser dados resultarão na construção de mais de uma centena de escolas, de modo a assegurar que mais crianças possam possam ser inseridas no sistema de ensino. “Quer melhorando as condições daqueles que já estão no sistema (…) Ainda temos escolas que precisam de ser melhoradas. Algumas existem, formalmente. Mas as outras nem ainda infra-estruturas existem. Portanto, então estamos a fazer esse exercício e aqui conjugando duas fontes para a construção de escolas, senão mesmo três”, refere, ao ressaltar compromisso do governo da província em assegurar melhor acomodação para os professores.
Em relação às infra-estruturas rodoviárias, o governador admite grande desconforto na mobilidade no troço Alto-Hama /Huambo, para além de manifestar preocupação em relação à via que liga Huambo à província de Benguela.
POR: Constantino Eduardo, no Huambo






