Os automobilistas que circulam nas Estradas Nacionais 120 e 260, respectivamente, variante Balombo e Cubal, que ambas ligam à província do Huambo, queixam-se do avançado estado de degradação que a via apresenta e imploram por intervenção, por estar a danificar as suas viaturas. O Governo, que está à procura de financiamento, admite intervenção apenas na EN 260, com as projecções a apontarem para 2027; porém, o ministro da Construção, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos, informa que os contratos já estão rubricados
As vias Benguela/ Huambo, pelas duas variantes, designadamente Cubal e Bocoio, estão em avançado estado de degradação, quadro que preocupa a quem se faz à estrada à procura do ganha- pão. Automobilistas apontam a via da variante Cubal, passando pela Ganda, como a mais degradada, sugerindo, deste modo, uma atenção especial das autoridades.
Circular por aquela estrada, a EN260, tem sido um autêntico “martírio”, segundo automobilistas, e dizem que a via está a danificar as suas viaturas. Com a ponte ferroviária sobre o rio Halo destruída, a Lobito Atlantic Railwail (LAR), concessionária do Corredor de Desenvolvimento do Lobito, viu-se, de certo modo, obrigada a adoptar o mecanismo intermodal pa- ra fazer chegar produtos, maior parte dos quais provenientes da República Democrática do Congo (RDC), ao Porto Comercial do Lobito, segundo o ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, sustentado por constatação feita por este jornal na estrada 120.
Esse facto aumenta ainda mais a pressão sobre as vias, acelerando o quadro de degradação das vias – considera o automobilista Zé Sampaio. O automobilista espera que as autoridades olhem para essas estradas e resolvam o mais rapidamente possível a situação da via, ao lembrar que, como contribuintes, merecem circular em “boas vias”, porquanto se obrigam a pagar Imposto sobre Veículos Motorizados (IVM), que substitui a taxa de circulação.






