EMPEMA-ENSA BANCO BAI SOCIJORNAL SOCIJORNAL
OPaís
Ouça Rádio+
Dom, 28 Jun 2026
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Uma distinta forma de partilha – a escrita – outra forma comum de compreensão, a leitura (I)

Jornal Opais por Jornal Opais
5 de Fevereiro, 2025
Em Opinião

Entre aqueles que escrevem e aqueles que lêem subsiste uma necessidade, manifesta na reinvenção de formas específicas de aprisionarem (se) e libertarem (se)

Poderão também interessar-lhe...

O futuro não se espera – investe-se

CONTOS D’OUTROS TEMPOS: Lavar a honra – Vidas de Ninguém (XXV)

A linguagem universal do futebol

Geralmente, aqueles que se exercitam no domínio da escrita têm ao menos ciência de que tal proeza não subsista só, alguns diriam que procede de um exercício comprometido com a leitura, outros pela necessidade de partilha com destaque para as modalidades da linguagem, todavia, das cogitações possíveis, pode-se dizer que o leitor e o escritor estão conectados e comprometidos, embora nesta quase inseparável união esteja também a manifestação unívoca, particular, em virtude do que cada tem vindo a fazer e, num outro prisma, justificar sua importância. Há uma linguagem que permeia o eu do escritor e move o leitor para um encontro oportuno, visando a descoberta do primeiro pelo segundo.

Esse facto não é impeditivo para aqueles que têm a leitura como fonte de afirmação num contexto histórico-social, enfim, na própria vida. Ademais, com base nas contribuições empíricas e fundamentadas na Psicologia do Desenvolvimento ou das Idades e Psicolinguística, percebe-se que o ciclo evolutivo, principalmente no que ao acto de ler e escrever diz respeito, primeiro as pessoas aprendem a balbuciar, a seguir vão adquirindo formas mais completas na pronúncia das palavras de base: pai e mãe, somente mais tarde das palavras mais complexas.

Já a escrita, condiciona, entre muitos, pela percepção e coordenação motora, surge como acto consequente. É claro que, se visto sob outro prisma, esse processo não é linear para todos, porém, em todos eles, estão presentes os factores internos e externos responsáveis pela apropriação e desenvolvimento da linguagem falada e escrita.

Ao compreender a leitura como encontro oportuno e acto embasado na relação da vontade entre aquele que escreve e aquele que lê mediados pelo conteúdo, o leitor, neste particular, trata-se de um sujeito que se move pelas causas inerentes ao acto de buscar. Todavia de nada vale a leitura de muitos livros, se não se consegue construir e adoptar um posicionamento, uma ideia a favor ou contra ao que se leu.

O escritor-autor ao tornar pública sua visão de mundo, delimitando- a numa temática, torna-se aberto, revela, mas também torna- se num enigma, pois é preciso não descurar de que as ideias contidas numa obra podem reluzir ou obscurecer uma perspectiva dela ou da própria vida. Daí que se faz míster dizer que escrever e ler é como que um aprisionar-se e libertar-se em dosagem mínima, média e elevada.

Quem escreve, sob a veia daquilo que norteia seu exercício, partilha visões múltiplas, convicções, grandezas, também fragilidades (…), todas na linhagem da possibilidade perceptiva das lentes e habilidades do leitor, dentro das ciências da alma, do espírito, da natureza e demais fenómenos observáveis e não observáveis simplesmente, pois que, em ciência, o que vale num tempo pode não valer no outro, e sobre isto já dissera Demo (2012) nela os fenómenos são moldáveis e falseáveis.

Na senda do exposto, há quem escreve um livro com finalidade de fazer algo, porém acaba chamando atenção para outra realidade, às vezes, numa que em nada tinha a ver com o estado e pretensões que tomaram conta do exercício investigativo, escrito e não só.

Os elementos que entrelaçam o escritor-autor ao leitor são compreendidos e identificados pela existência e valor proeminente no exercício de ambos, pelo simples facto do escritor afirmar-se, evidenciar-se por via dos outros, os leitores e juntos diferenciam-se. Dir-se-ia que essa distinção ocorre pela observância quer ao nível da prática quer da ideia, porque ao ser materializada pura e simplesmente, ou seja, com a elevação do primeiro, escritor- autor, estaria fadado a um tal fracasso e ao puro esquecimento, por não ser lido.

Facto que, apesar de nefasto, acompanha alguns que se exercitam neste domínio e que por algum motivo não foram lidos, outros, por não serem compreendidos num dado contexto.

Percebe-se que o escritor-autor e o leitor são seres cuja relação é, realmente, justificável e aprazível quando serve para elucidar os níveis de obscuridade que se encontram em cada linha da produção escrita e como forma validativa da afirmação em vários contextos do sujeito leitor.

Chega a ser detestável quando por via da escrita constroem-se juízos que, sob o olhar da separação obra e realidade, destrata-se o ser, sendo visto como péssimo, o que também depende da visão do leitor, sobre o que pode colher na obra.

A relação física entre o escritor e o leitor dá luz e torna concreto o abstracto, em certa medida, pois que é próprio do homem a contradição, embora reconheça-se que esta não deva incidir ou transpassar a essência da sua existência, pois que à luz de Rhoden (2013), o primeiro precede e é superior ao segundo.

 

Por: FERNANDO ADELINO 

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

O futuro não se espera – investe-se

por Jornal OPaís
26 de Junho, 2026

Vivemos numa época em que as pessoas procuram resultados rápidos, soluções imediatas e retornos instantâneos. No entanto, a experiência demonstra...

Ler maisDetails

CONTOS D’OUTROS TEMPOS: Lavar a honra – Vidas de Ninguém (XXV)

por Domingos Bento
26 de Junho, 2026

Ninguém caiu na conversa do Abe lardo quando veio insinuar que o velho Mbuta era bruxo. — Não é possível....

Ler maisDetails

A linguagem universal do futebol

por Jornal OPaís
26 de Junho, 2026

Há muito que o futebol deixou de ser apenas um jogo disputado por 22 jogadores dentro de um campo. Há...

Ler maisDetails

É de hoje… Até Dezembro, camaradas

por Dani Costa
26 de Junho, 2026

Há poucos anos, o comum era os adversários apontarem o MPLA como sendo um suposto exemplo de falta de democracia...

Ler maisDetails

Jornalista Manuel da Conceição sepultado no Cemitério da Santa Ana

27 de Junho, 2026

Administração da Camama desactiva casas de pesagem irregulares

27 de Junho, 2026

Edmázia Mayembe esgota Coliseu dos Recreios em Portugal

27 de Junho, 2026

Incinerados mais de 300 quilos de drogas apreendidas em operações contra o narcotráfico

27 de Junho, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.