Nossa Seguros BFA Expo_Huambo BFA FIB EMPEMA-ENSA BANCO BAI STANDARD-BANK SOCIJORNAL
Seg, 24 Ago 2026
OPaís
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís

Uma arte de educar e outra de educar-se

Jornal Opais por Jornal Opais
30 de Janeiro, 2024
Em Opinião
A arte de educar-se e ser educado exige dos que nela se exercitam um papel de artista

Numa altura em que a educação, fenómeno socio-humano, é trazido à baila temática e com valor artístico, faz-se necessário (a nível de ideias) e também útil (com valor prático) recorrer à ementa basilar, aquela segundo a qual ao tirar de dentro para fora, seja na sala de aula ou fora dela, só pode educar quem for realmente educado.

Este modo de olhar para a educação, obedecendo o primado do exercício consequente, sob a tónica da arte de educar e outra de educar-se a si próprio, à luz da reflexão elencada, é na verdade uma inversão premeditada, que enfatiza o processo de ensino em detrimento da aprendizagem, eleva o professor e promove a subordinação constante do aluno, todavia quando problematizada, traduzse, por conseguinte, na arte de educar-se e somente depois educar, pois que, a acção de agir e despertar o outro em virtude da educação, exige de quem o faz ser portador dos valores inerentes a ela.

A construção do temário nos moldes acima, é de valor necessário para os seus intervenientes, não no sentido holístico ou macro ao nível de concepção das políticas educativas, e sim ao nível micro da materialização dos planos e programas curriculares.

Olhar ao professor como sujeito dotado de conhecimentos, competências e valores necessários à concretização da prática docente, com uma alma sensível e inteligível para modelar e ser modelado na relação contagiante e de profundos propósitos com os alunos.

Nestes tempos de distinta pressa e demandados por avanços em quase todos os domínios de actuação, alunos e professores vêem seus perfis a serem cada vez mais complexados, na medida em que são chamados a tomar posições consentâneas dentro do processo.

Assim, neste particular, em que a acção de educar-se possui um carácter artístico, ser aluno equivale a ser, antes, um contemplador das suas próprias acções, e mais tarde das acções do professor, de tal modo que consiga enxergar os momentos mais oportunos para intervir, questionar ou opinar diante das temáticas construídas e partilhadas, onde a ideia de subordinação, figura dependente do professor não é mais bem vinda num contexto em que adoptar o papel de artista se faz necessário.

A Didáctica ou arte de ensinar, na perspectiva de Ratke (1961), reflecte-se num importante activo para a mudança de concepções e posturas comprometidas com o bem.

Neste prima ela é necessária para todas as instituições sejam elas públicas ou privadas, encarregadas de dar aos alunos o que for necessário para os dignificar.

Tanto o primeiro (o professor) quanto o segundo (o aluno) cultivam e promovem ao longo do processo de interacção a alteração de papéis, modos de ver e afirmar-se, numa espécie de visão autogestionária do labor pedagógico.

A arte de educar também é tida, neste particular, como ruptura, inversão de certas visões grosseiramente normativas.

Dentro de um viés pedagógico fechado a arte em questão torna-se cada vez mais oculta, menos atingível e quase que inexistente, pelo que se faz necessário olhar à ideia há muito propalada por (Veiga, 2012), da pedagogia enquanto ciência e arte de educar, onde para além do valor, da instrução, fazse uso de outras técnicas, por via das quais será possível substituir as normas afastativas pela comunhão de influências.

Tal pretensão faz ecos de renúncia aos mesmos métodos, às mesmas técnicas, às mesmas tendências pedagógicas, resultando, assim, no mesmo clima organizacional, enfim, de estar na mesma sala, sem ao menos poder desejar e ver-se mentalmente ou fisicamente fora.

A liberdade nesta forma de ver afirma-se pelo conjunto de possibilidades que se concede aos alunos e ao professor, ela é tão fundamental que passa também a ser vista como poder, porém deve ser cuidadosa e profundamente percebida, questionada e explorada, pois que, tal como no exercício artístico, a arte de educar não deva ser permeada pura e simplesmente por ela, considerando que, quando assim suceder, chegará a ser mais prejudicial do que a falta dela.

Em virtude das perspectivas até aqui afloradas, percebe-se, pois, que, hoje, na pós-modernidade, a arte de educar tem como fim último dar ao corpo e à alma toda beleza que lhes for susceptível com dignidade, seja no domínio teórico quanto prático.

Quanto à arte de poder educar-se, fica assim apodíctico que é, antes e sobretudo, tarefa de todos os partícipes do processo, que não deva ser anulada sob o falso pretexto de se tornar professor, transferindo tal responsabilidade aos alunos, pois, se ambos negam abrir-se ao aprendizado nem para um nem para outro serão dignos de ser.

 

Por: Fernando Adelino

Recomendado Para Si

A dívida que o tempo não consegue apagar

por Jornal OPaís
24 de Agosto, 2026

No exercício da advocacia, há questões que começam por parecer estritamente jurídicas e que, quando observadas com alguma distância, revelam...

Ler maisDetails

A inteligência artificial como novo membro da família académica e profissional: a inevitabilidade da mudança

por Jornal OPaís
24 de Agosto, 2026

A história da humanidade é marcada por uma constante: a resistência inicial perante as grandes revoluções tecnológicas. Quando a imprensa...

Ler maisDetails

Editorial: Eleições à porta

por Jornal OPaís
24 de Agosto, 2026

A Constituição da República revista em 2020 estipula no seu artigo 112.º, nos pontos um e dois, o seguinte: As...

Ler maisDetails

Treinamento e desenvolvimento de pessoas

por Jornal Opais
24 de Agosto, 2026

Falar de Treinamento e Desenvolvimento de Pessoas não é uma questão meramen te administrativa no nosso país. É uma necessidade...

Ler maisDetails

Mais Populares

  • Ministério do Interior disponibiliza consulta do estado das inscrições do concurso público

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • 1º de Agosto entra com o pé direito no Girabola 2026/2027

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Ministério da Saúde envia 21 profissionais para formação no Brasil e em Portugal

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Subinspector da Polícia Nacional morto a tiro por pessoas desconhecidas

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.