Quem acompanhou o discurso da tomada de posse do Presidente João Lourenço, em 2017, em plena Praça da República, lembrar-se-á da manifestação de interesse demonstrada em relação à diplomacia e ao aprofundamento das relações com vários países no sentido de se promover não só a aproximação entre estes, como também ajudar no desenvolvimento do próprio país.
Até então, por mais que se ignore, existiam países que se viam na pole-position, servindo mesmo de porta de acesso a Angola para aqueles que se encontravam afastados. Em muitos casos, o factor língua acabou por jogar mais alto, embora se saiba que, neste quesito, nem sempre se mostraram favoráveis aos verdadeiros interesses do país. Os últimos tempos fizeram com que Angola se aproximasse de outros países, muitos dos quais com valências de variadíssimos sectores para ajudarem a alavancar muitos sectores económicos.
Os últimos nove anos, apesar de um ligeiro arrefecimento, fizeram que as oportunidades fossem extensivas a empresários que vieram de países que investiam de forma ainda residual. Foi neste sentido que o apelo à diplomacia económica serviu de mote para que investidores de todos os continentes fossem chamados no sentido de aproveitar a diversificação económica que tanto se anseia, mormente em áreas como a agricultura, turismo e outras capazes de criar milhares de postos de trabalho.
Por estes dias na Sérvia, onde se encontra em visita de Estado, o Presidente da República continua a sua missão no sentido de convencer o empresariado privado a investir em Angola. “Angola é uma nação jovem, com um povo trabalhador e acolhedor, possuidora de abundantes recursos hídricos e minerais, flora e fauna únicas e de extensas terras aráveis ainda por explorar, um país de elevado potencial turístico, económico e social e de futuro próspero garantido.
Para transformar o potencial em bem-estar e riqueza social, adoptámos um ambicioso Plano de Desenvolvimento Nacional e assegurámos ao longo dos últimos anos, um bom ambiente de negócios, favorável ao investimento privado”. Segundo o Presidente da República, “além do investimento no capital humano, temos vindo a implementar um conjunto de reformas destinadas a construir uma economia dinâmica, cada vez mais diversificada e competitiva, com o sector privado a assumir um papel central na geração de riqueza, de emprego e inovação”.
Diante de empresários, João Lourenço realçou que “a nossa economia está a crescer e a diversificar-se, mas temos ainda necessidades e oportunidades em sectores críticos em que gostaríamos de ver mais investimento privado. Destaco os sectores da agricultura e pecuária, incluindo máquinas e equipamentos de apoio, a indústria farmacêutica e automóvel, o turismo e a economia digital, mas também todos os outros sectores que se mostrem de interesse para os investidores da Sérvia”.
Ciente do que se pretende, o estadista angolano foi peremptório: “pretendemos fomentar parcerias activas, potenciadoras de desenvolvimento económico e social sustentável e inclusivo e que possam promover a integração económica no contexto regional e global”. E João Lourenço assegurou: “Nenhuma economia consegue atingir o seu potencial sem parcerias dinâmicas que agreguem valor. Angola e a Sérvia têm essa soberana oportunidade de complementaridade.
Convido os empresários, os investidores e instituições financeiras sérvias presentes a interagirem com os empresários angolanos, a explorarem o potencial que o nosso mercado oferece e a participarem no processo de transformação económica que estamos a conduzir”.








