OPaís
Ouça Rádio+
Sáb, 2 Mai 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Um olhar à interpretação textual

Jornal Opais por Jornal Opais
26 de Março, 2025
Em Opinião

Antes, faz-se necessário compreendermos a magnitude da Linguística Aplicada, a mesma, sendo um ramo da Linguística, consiste em utilizar o conhecimento sobre a linguagem para resolver problemas práticos em diversas áreas, como ensino de línguas, tradução, políticas linguísticas, tecnologia da linguagem, entre outras.

Poderão também interessar-lhe...

A Inteligência Artificial chegou à redacção: vamos desligar as câmeras ou ligar o bom senso?

Juventude, dever e confiança na defesa nacional

Quem tem coragem de dizer a verdade

Diferente da Linguística Teórica, que busca descrever e explicar fenómenos linguísticos, a Linguística Aplicada preocupa-se com o uso da linguagem em contextos reais.

Das muitas áreas de actuação, a Linguística Aplicada ocupa-se também da Tradução e Interpretação, estudando equivalência e adaptação cultural na interpretação.

O carácter interdisciplinar da língua, seja onde for, deve ser observado, sob pena da língua não exercer cabalmente a sua função primária: comunicar.

Quando se negligencia a interdisciplinaridade linguística, esquecendo-se sobretudo da sociedade, meio através do qual a língua se realiza, acabamos por não fazer uma aplicação sensata ou mesmo científica, colocando-a na condição de um fenómeno isolado.

A língua, diria António Marques, é feita pelos seus legítimos falantes. Partindo dessa ordem de ideia, torna-se imprudente estudar ou analisar a língua sem os seus legítimos fazedores.

Por outro lado, anda-se na contramão da Linguística Aplicada quando, no âmbito da Interpretação, não há rigor que se impõe do ponto de vista da ciência linguística.

Aliás, em qualquer instituição até mesmo em religiosas, antes de se requerer um intérprete, deve-se fazer um inquérito para saber, num cenário multilingue, qual é a língua unificadora (aquela que reúne o maior número de falantes) ou qual é o maior grupo etnolinguístico, assim os resultados advindos desse estudo ditarão se a interpretação será feita em que língua.

A título de exemplo, se a língua unificadora for o português ou o umbundo, então a interpretação deve ser feita numa dessas línguas.

É desnecessário e até má aplicação linguística, num cenário multilingue em que a língua unificadora é o umbundo ou o português, haver um intérprete em inglês.

O artigo tem razão de ser pelo facto de ter feito parte de um culto religioso (omito a denominação religiosa por uma questão de ética), onde, apesar de ter um cenário multilingue e um grupo etnolinguístico hegemónico ambundu, a interpretação era feita do português para o inglês.

Tal discrepância levou-me a questionar por que se deu primazia ao inglês em detrimento do kimbundu, um dos membros da igreja respondeu-me que, na visão do seu líder, seria o artifício para se internacionalizar a igreja: atropelo à Linguística Aplicada, dado que a internacionalização da igreja, sob perspectiva do rigor científico, não implica negligenciar a função para a qual língua foi concebida: informar.

Deve haver, portanto, entre os intervenientes de um acto comunicativo (locutor, interlocutor e ouvinte) correspondência. Para tal, o código tem de ser conhecido por ambos.

 

Por: António Raimundo

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

A Inteligência Artificial chegou à redacção: vamos desligar as câmeras ou ligar o bom senso?

por Jornal OPaís
1 de Maio, 2026

Quem tem mais de três décadas de televisão, como eu, já viu muita revolução chegar às redacções. Lembro-me das máquinas...

Ler maisDetails

Juventude, dever e confiança na defesa nacional

por Jornal OPaís
1 de Maio, 2026
FOTO DE  JACINTO FIGUEIREDO

Ao encerrarmos o mês dedicado à juventude, impõe se uma reflexão serena e responsável sobre o papel dos jovens na...

Ler maisDetails

Quem tem coragem de dizer a verdade

por Jornal OPaís
1 de Maio, 2026

No desporto angolano, há uma palavra que se repete como uma promessa, mas raramente se cumpre com a profundidade que...

Ler maisDetails

África Austral não pode ficar de fora: A nova corrida estratégica do continente

por Jornal OPaís
1 de Maio, 2026

Na madrugada de 29 de Abril, em Gaborone, entre o silêncio da cidade e as páginas de um livro que...

Ler maisDetails

Viagem Apostólica do Papa Lão XIV a Angola

CEO da Angola Cables distinguido com o Prémio AICEP Liderança

1 de Maio, 2026

MPLA felicita funcionários angolanos no Dia Internacional do Trabalhador

1 de Maio, 2026

Adão de Almeida destaca importância da eleição de Arlete Borges no Parlamento Pan-Africano

1 de Maio, 2026

O PIB nominal cresce 23,35% em 2025

1 de Maio, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.