OPaís
Ouça Rádio+
Ter, 21 Abr 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Tributação e saúde pública: Como impostos sobre produtos nocivos podem contribuir para a qualidade de vida

Jornal OPaís por Jornal OPaís
23 de Julho, 2025
Em Opinião

A relação entre política fiscal e saúde pública tem ganhado cada vez mais atenção nas agendas de desenvolvimento sustentável. Em diversas partes do mundo, os chamados impostos selectivos aplicados sobre produtos como tabaco, bebidas alcoólicas e bebidas açucaradas têm sido utilizados como ferramentas complementares para promover hábitos de vida mais saudáveis e ao mesmo tempo, reforçar as receitas públicas destinadas ao sector da saúde.

Poderão também interessar-lhe...

Sem comunicação, o compliance é uma ilusão corporativa

Vandalização ou vulnerabilidade? Infra-estruturas críticas, segurança nacional e a urgência de uma abordagem integrada em Angola

QUANDO O PAPA VEM… E DEPOIS VAI

Em Angola, o Estado tem demonstrado compromisso com o fortalecimento do sistema nacional de saúde e com a implementação de políticas fiscais que contribuam para o bem-estar da população.

Neste contexto, reflectir sobre o papel que a tributação seletiva pode desempenhar representa uma oportunidade para consolidar os esforços já em curso, contribuindo para a prevenção de doenças e a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

1. O Fundamento dos Impostos sobre Produtos Nocivos

O princípio que sustenta a tributação selectiva sobre produtos nocivos à saúde está ligado ao conceito de incentivo fiscal ao bem-estar. Ou seja, por meio da aplicação de taxas específicas sobre bens cujo consumo excessivo está associado a riscos de saúde como tabaco, álcool e açúcar, os estados procuram não apenas desencorajar o uso desses produtos, mas também obter recursos para financiar campanhas de educação sanitária, tratamento de doenças crónicas e reforço dos cuidados preventivos. Trata-se de uma estratégia de dupla eficácia: actua sobre os comportamentos individuais e reforça o sistema coletivo de proteção social.

    2. O Contexto Angolano e as Acções em Curso

    Em Angola, as autoridades fiscais têm vindo a aplicar o Imposto Especial de Consumo (IEC) sobre o tabaco, as bebidas alcoólicas e outras categorias de produtos, num esforço para disciplinar o consumo e reforçar a arrecadação pública.

    Essa medida está alinhada com as boas práticas internacionais e demonstra o compromisso do país com políticas fiscais equilibradas e orientadas para o interesse público. No entanto, à medida que os padrões de consumo evoluem especialmente entre os jovens e nas zonas urbanas, surgem novas dinâmicas que merecem atenção complementar.

    O aumento do consumo de bebidas açucaradas, refrigerantes e produtos ultraprocessados, por exemplo, pode ser associado ao crescimento de doenças como diabetes, obesidade e hipertensão, que pressionam os serviços de saúde e reduzem a produtividade da população.

    Nesse sentido, a introdução gradual de instrumentos fiscais adicionais, acompanhados por campanhas de sensibilização e medidas de apoio social, pode contribuir para fortalecer a prevenção e reduzir o impacto de doenças evitáveis, sem afectar negativamente os sectores produtivos.

    Sugestões Complementares para Reforçar os Esforços Existentes Com base nas experiências de outros países africanos e lusófonos, e em linha com os objectivos de desenvolvimento de Angola, algumas sugestões construtivas podem ser consideradas:

    • Revisão periódica das alíquotas do IEC, de modo a manter a sua eficácia dissuasora (inibe os contribuintes de cometerem fraudes) sem comprometer a acessibilidade responsável dos produtos;

    • Extensão progressiva do imposto a bebidas açucaradas, com critérios técnicos que levem em conta o teor de açúcar e os padrões de consumo nacional; • Afectação parcial das receitas arrecadadas ao financiamento de programas de saúde preventiva, nutrição escolar, formação de profissionais de saúde e reabilitação de infra-estruturas hospitalares;

    • Promoção de parcerias entre o Estado, a sociedade civil e o sector privado, para desenvolver campanhas de educação alimentar e combate ao consumo excessivo de substâncias nocivas.

    Os impostos sobre produtos nocivos são um instrumento adicional, que pode complementar os esforços já em curso para promover a saúde pública, combater doenças crónicas e proteger as gerações futuras.

    Ao implementar essa abordagem de forma gradual, transparente e educativa, o país poderá consolidar um modelo fiscal mais justo, equilibrado e voltado para o desenvolvimento humano.

    Por: MARIA DE MOURA

    Especialista em Direito Fiscal

    Jornal OPaís

    Jornal OPaís

    Recomendado Para Si

    Sem comunicação, o compliance é uma ilusão corporativa

    por Jornal OPaís
    21 de Abril, 2026

    Nos últimos anos, o sector financeiro, bancário e segurador tem intensificado o discurso sobre o Compliance, entendido como um conjunto...

    Ler maisDetails

    Vandalização ou vulnerabilidade? Infra-estruturas críticas, segurança nacional e a urgência de uma abordagem integrada em Angola

    por Jornal OPaís
    21 de Abril, 2026

    Os recentes actos de vandalização de postes de energia eléctrica em zonas como o Zango, Calumbo e outras áreas do...

    Ler maisDetails

    QUANDO O PAPA VEM… E DEPOIS VAI

    por Jornal OPaís
    21 de Abril, 2026

    A visita do Papa Leão XIV a Angola mexeu com tu do. Mesmo para quem não é católico, foi impossível...

    Ler maisDetails

    É transformação digital em televisão: por onde começar

    por Jornal OPaís
    21 de Abril, 2026

    Há alguns anos, um diretor de uma emissora africana me chamou para uma reunião urgente. Ele queria saber qual era...

    Ler maisDetails

    Viagem Apostólica do Papa Lão XIV a Angola

    Papamóveis regressam a Roma após conclusão da visita papal a Angola

    21 de Abril, 2026

    Angola entre os cinco maiores programas espaciais de África, aponta relatório internacional

    21 de Abril, 2026

    Angola defende sistema de propriedade intelectual mais inclusivo em reunião da OMPI

    21 de Abril, 2026
    Foto de: CARLOS MOCO

    MPLA felicita Presidente João Lourenço pelo êxito da visita do Papa Leão XIV ao país

    21 de Abril, 2026
    Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

    Para Sí

    • Radio Maís
    • OPaís
    • Media Nova
    • Negócios Em Exame
    • Chiola
    • Agência Media Nova
    • Contacto

    Categorias

    • Política
    • Economia
    • Sociedade
    • Cultura
    • Desporto
    • Mundo
    • Publicações
    • Vídeos

    Condições

    • Política de Privacidade
    • Política de Cookies
    • Termos & Condições

    @ Grupo Media Nova | Socijornal

    Sem Resultados
    Ver Todos Resultados
    • Política
    • Economia
    • Sociedade
    • Cultura
    • Desporto
    • Mundo
    • Multimédia
      • Publicações
      • Vídeos
    Ouça Rádio+

    © 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

    Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.