OPaís
Ouça Rádio+
Sex, 20 Fev 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Se a língua não variasse

Jornal Opais por Jornal Opais
5 de Setembro, 2024
Em Opinião

É inquestionável o carácter mutável das línguas vivas, quer dizer, naturais. Aliás, é uma das leis fundamentais da ciência que se ocupa do estudo descritivo da língua, a linguística — ciência cujo expoente moderno é Ferdinand Saussure. As línguas naturais nascem, evoluem e morrem, seguem, aparentemente, o ciclo dos seres vivos.

Poderão também interessar-lhe...

Veículos eléctricos em Angola: oportunidade de crescimento ou ameaça à estabilidade energética e rodoviária?

Um dia havemos de voltar ao Carnaval da Vitória

Angola e a diplomacia do futuro: quando a influência se constrói com estratégia

Os falantes, embora não consigam explicar, excepto os especialistas, têm a noção mínima dessa variação. Em conversas do dia-a- dia é possível notar que as pessoas não falam sempre da mesma forma, sobretudo quando não são do nosso meio social.

A variação linguística tem sido objecto de estudo da Socio-linguística, visto que a língua é igualmente um facto social, segue a dinâmica da própria sociedade. Também não haveria nenhuma razão para contestação, contanto que os falantes são seres que compõem a próprio sociedade nos seus diversos estratos.

Então, não há nada de extraordinário aqui. A ideia da não variação linguística faria sentido se a sociedade fosse homogénea, no entanto, como Karl Marx observou, há divisão da sociedade em classes; nessa divisão os privilégios e as oportunidades são diferentes, também o falar o é.

Não somos iguais, a estratificação social é clara em relação a isso, ainda que haja normativos legais que afirmem o contrário. As diferenças linguísticas que se verificam entre os falantes da mesma língua deveriam ser um motivo forte para não acreditar na igualdade.

Se a língua não variasse, as pessoas falariam da mesma forma, escolheriam os mesmos vocábulos em todos os contextos, portanto, sem divergências na finalidade que se pretende do uso da língua, entreter, corrigir, informar, instruir, etc.

A autenticidade da língua, numa visão assente na distinção das finalidades, deve-se precisamente pelas múltiplas possibilidades de uso, ou seja, por não haver apenas uma forma de se falar. Há falares diferentes, não devem ser considerados vírus da língua. É importante ressaltar aqui um aspecto crucial do uso da língua: a geração de sentidos no que que- remos comunicar. Comunicar é dizer o que pensamos através da língua, sinais, etc.

A língua varia segundo o lugar, o tempo, a classe social, o estilo, etc. Assim, é possível afirmar que a língua abarca um conjunto de variações que a enriquecem. Portanto, se a língua não variasse, não seria possível distinguir linguisticamente os poetas dos não poetas, os académicos dos não académicos, um angolano de um português, etc. Mais do que um elemento de comunicação, a língua é um factor de distinção, e o seu carácter mutável revela a sua autenticidade.

POR:MANUEL DOS SANTOS

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

Veículos eléctricos em Angola: oportunidade de crescimento ou ameaça à estabilidade energética e rodoviária?

por Jornal OPaís
20 de Fevereiro, 2026

A adopção crescente de veículos eléctricos (VEs) em Angola, impulsionada pela montagem local na Opaia Motors, representa um marco na...

Ler maisDetails

Um dia havemos de voltar ao Carnaval da Vitória

por Jornal OPaís
20 de Fevereiro, 2026

O Carnaval continua a afirmar-se como uma das maiores expressões da cultura popular angolana. Mais do que uma festa, ele...

Ler maisDetails

Angola e a diplomacia do futuro: quando a influência se constrói com estratégia

por Jornal OPaís
20 de Fevereiro, 2026

A diplomacia contemporânea deixou de ser apenas um exercício de protocolo e relações formais entre Estados. No mundo actual, a...

Ler maisDetails

Uma “pescadinha-de-rabona-boca-à-ruandesa”

por Jornal OPaís
20 de Fevereiro, 2026

Ninguém conseguiu colocar o dedo na ferida, na 39ª Cimeira da União Africana (UA), do passado fim-desemana, apesar de a...

Ler maisDetails

Grupo Estrela do Mar Facada pede impugnação dos resultados do Carnaval Provincial do Namibe

20 de Fevereiro, 2026

Governo garante preservação da memória arquitectónica no novo Hospital Américo Boa Vida

20 de Fevereiro, 2026

Veículos eléctricos em Angola: oportunidade de crescimento ou ameaça à estabilidade energética e rodoviária?

20 de Fevereiro, 2026

China abastece mercado global com ventiladores de aquecimento

20 de Fevereiro, 2026
OPais-logo-empty-white

Condições

  • Termos & Condições
  • Politica de Cookies
  • Política de Privacidade

Para Sí

  • Medianova
  • Rádiomais
  • OPaís
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos

Radiomais Luanda

99.1 FM Emissão online

Radiomais Benguela

96.3 FM Emissão online

Radiomais Luanda

89.9 FM Emissão online

Direitos Reservados Socijornal© 2026

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.