OPaís
Ouça Rádio+
Ter, 14 Abr 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Questões e preocupações perversas na filosofia africana

Jornal OPaís por Jornal OPaís
14 de Abril, 2026
Em Opinião

Reflectindo sobre a filosofia africana, observo algo subtil e profundamente estratégico que Jennifer Lisa Vest (2005, 2009) identifica como questões e preocupações perversas: nem toda interrogação é inocente, nem toda dúvida é legítima.

Poderão também interessar-lhe...

Carta do leitor: Luz eléctrica e lixo no Zango

É de hoje…Tragédia em Benguela

Turismo de negócios

Com efeito, segundo a autora, algumas perguntas e preocupações surgem com aparência de profundidade, mas, na realidade, desviam a atenção daquilo que verdadeiramente importa.

Eu, pessoalmente, gosto de chamar essas perguntas de disparates epistémicos, porque são alegações que colocam em dúvida a racionalidade africana ou que inferiorizam as formas de conhecimento africanas.

Assim, trata-se de seduções intelectuais que atraem o pensamento para debates que parecem essenciais, mas que, muitas vezes, são estéreis ou mesmo nocivos.

Ora, perguntas como: África tem história? O africano é racional? Existe filosofia africana? À primeira vista, podem parecer pertinentes. Contudo, penso que a perversidade destas questões reside precisamente no facto de colocarem em dúvida aquilo que não deveria ser questionado: a humanidade, a racionalidade e a dignidade dos povos africanos, sobretudo dos povos negros africanos.

Neste sentido, como observa o filósofo e ensaísta angolano Luís Kandjimbo, em Filosofemas Africanos: Ensaio sobre a Efectividade do Direito à Filosofia (2022), todos os povos e comunidades têm “direito à filosofia”, no sentido de que não se trata de privilégio de alguns, mas de uma exigência inerente à condição humana.

Por conseguinte, quando Hegel (1770–1831), Kant (1724–1804) e Trevor-Roper (1914–2003) marginalizam a África, questionando a racionalidade dos negros africanos (racismo epistémico), e negando a existência de uma história africana produzem efeitos concretos na forma como nos percebemos e na condução da nossa agenda de libertação epistémica e intelectual.

Assim sendo, como afirmava Steve Biko (1946 1977), “a maior arma do opressor é a mente do oprimido”. Nesse mesmo horizonte, como diz Audre Lorde (1934–1992), filósofa feminista negra, é preciso matar o opressor dentro de nós. Ela expressa isso de forma precisa: “Os instrumentos do mestre jamais desmontarão a casa do mestre.”

Leia mais em…

Por: CARLOS PIMENTEL LOPES

Jornal OPaís

Jornal OPaís

Recomendado Para Si

Carta do leitor: Luz eléctrica e lixo no Zango

por Jornal OPaís
14 de Abril, 2026
PEDRO NICODEMOS

Caro coordenador do jornal OPAÍS, saudações! Como morador da Centralidade Vida Pacífica, no Zango 0, em Icolo e Bengo, confesso...

Ler maisDetails

É de hoje…Tragédia em Benguela

por Dani Costa
14 de Abril, 2026

Mais de 10 anos depois da tragédia que enlutou Benguela, deixando um rasto de mortes e destruição, a província voltou...

Ler maisDetails

Turismo de negócios

por Jornal OPaís
14 de Abril, 2026

O turismo é uma actividade que permite a circulação de pessoas e bens. Por isso, é um sector a ter...

Ler maisDetails

O laboral e os seus indicadores de desempenho

por Jornal OPaís
13 de Abril, 2026

Falar de desempenho laboral deixou de ser um te ma exclusivo de gestores ou especialistas em Recursos Humanos. Cada trabalhador,...

Ler maisDetails

Viagem Apostólica do Papa Lão XIV a Angola

Académica do Lobito surpreende Wiliete de Benguela no Omba

14 de Abril, 2026

Parceria entre ASA-Huíla e Educação expande projecto “Poesia nas Escolas”

14 de Abril, 2026
Daniel Miguel

Campanhas médicas devolvem a visão a mais de mil pessoas no Namibe

14 de Abril, 2026

Hospital Geral de Benguela poupa 45 milhões de kwanzas com fábrica própria de oxigénio

14 de Abril, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.