O Hospital Geral de Benguela deixou de gastar cerca de 45 milhões de kwanzas mensais com a compra de oxigénio, graças à entrada em funcionamento de uma fábrica própria inaugurada pelo governador provincial, reforçando a autonomia e a capacidade de resposta da unidade sanitária
O director do Gabinete Provincial da Saúde, Manuel Cabinda, fala em inversão de um cenário que obrigava aquela unidade sanitária, a de maior referência da província, a recorrer a empresas privadas para a obtenção de oxigénio de que tanto precisa. A título de exemplo, o responsável disse que a unidade despendia valores que variavam entre 10 e 15 mil kwanzas por cada botija de oxigénio, sendo que o HGB consome diariamente 100 botijas.
Com a entrada em funcionamento do Complexo Fabril de Produção de Oxigénio, contas feitas apontaram para uma poupança mensal de 45 milhões de kwanzas, valor que, segundo Manuel Cabinda, passarão a ser canalizados para outras despesas.“O oxigénio faz parte dos gases medicinais muito utilizados pelos serviços de saúde e havia um défice acentuado desse produto na principal unidade sanitária da província, que nos levava a fazer aquisição no sector privado com custo preocupante.
O novo equipamento constitui um conjunto de três máquinas que vão funcionar em simultâneo ou de forma isolada”, disse. O Complexo Fabril de Produção de Oxigénio tem a capacidade de encher diariamente 280 garrafas, além de dispor de um sistema de canalização para o hospital que permite abastecer também outras unidades hospitalares que tenham dificuldades, disse Manuel Cabinda.
POR: Constantino Eduardo, em Benguela
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