Nossa Seguros BFA SB Expo_Huambo BFA FIB BANCO BAI STANDARD-BANK SOCIJORNAL
Seg, 28 Set 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Perucas, tissagens e cabelos emprestados (Parte 2)

Jornal Opaispor Jornal Opais
28 de Fevereiro, 2024
Em Opinião

Alguns desses produtos têm de ser colados ao cabelo original, sufocando-o e até mesmo levando à sua morte ou causando danos irreparáveis, isto para não falar dos produtos contrafeitos, maiuiados, que podem provocar lesões irreversíveis.

Cabelos emprestados feitos com material de baixa qualidade ou de humanos que padeçam de enfermidades infecto-contagiosas podem tornar-se numa perigosa e desastrosa aventura.

A sociedade devia promover a originalidade e a diversidade da beleza da mulher africana, enaltecer, promover, dentre outros, o cabelo natural, penteado ou trançado, com carrapitos, tranças de bailundo, viradas ou puxinho, tranças enroladas, cabelo crespo, cacheado ou fino — pois o que importa é ser o original e único —, todavia, infelizmente, é o cabelo emprestado que se tem sobreposto ao que de mais belo a natureza colocou em nós.

A sociedade, inconscientemente e com o apoio do meio artístico, e até figuras públicas e publicadas fazem questão de evidenciar a necessidade de terem o cabelo liso e comprido, como se de alguma lei se tratasse. Meninas de tenra idade começam desde cedo a cultuar o artificial, daí se adivinham as consequências.

A sociedade definiu um padrão de beleza que exclui o original, tornando as pessoas padronizadas, como se estivessem a sair de uma linha de montagem em escala. Todas querem ser iguais, os mesmos penteados, as mesmas imitações.

A originalidade morreu e, com ela, a beleza natural de mulheres africanas lindas, que poderiam transformar o seu cabelo numa verdadeira identidade, não apenas cultural, mas sobretudo pessoal.

A febre dos cabelos artificiais forte, que jovens negras escondem a todo o custo o seu cabelo natural, preferindo usar sobre a cabeça vários apetrechos, uns mais estranhos que outros, sem se importarem com o calor intenso que abunda por esta Luanda.

Não importa o nível de escolaridade, a ocupação profissional ou o estatuto, a peruca e o cabelo emprestado são as escolhas. No trabalho, no ginásio, nas bodas, nos kombas ou em casa, a peruca, como se de um encosto se tratasse, não larga das cabeças das madames.

O cabelo natural, coitado, é oprimido e afugentado a todo o custo, como se de uma maldição se tratasse.

Não importa a origem, muito menos se já foi usada por defuntos ou pessoas com câncer, o que importa para as madames é que se sintam belas com aquelas perucas gigantescas, que impedem que o couro cabeludo areje.

As Perucas criam um ambiente propício para o surgimento de caspas, fungos e bactérias, coceiras e infecções, isto para não falar do cheiro nauseabundo que, muitas vezes, quando não se faz uma boa higienização, o uso de perucas pode causar.

Recusar o que é natural e nosso é recusarmo-nos a nós mesmos, é não nos aceitarmos como pessoas únicas e sem igual. Aceitar viver com um objecto estranho na cabeça, salvo em situações específicas e pontuais, é desperdiçar a oportunidade de sermos originais e autênticos.

O uso de tais objectos, além de constituir uma má influência para as gerações seguintes, que não terão as referências do uso do próprio cabelo, ajuda a promover um mercado descontrolado de cabelo humano e perucas, o qual uma espécie de tráfico domina e comanda.

Amar o que é nosso, o nosso cabelo e a nossa cultura, é promover o que de mais belo Deus colocou em nós, a sua imagem e semelhança, sem alterações absurdas a favor de objectos criados pelos homens, em homenagem à vaidade e à moda.

A moda não pode tornar a beleza da mulher africana postiça, que pode ser desmontada e montada como se de um puzzle se tratasse.

O cabelo natural bem cuidado e tratado, crespo, liso ou em cachos, a carapinha, os bobes, as tranças viradas ou de bailundo possuem uma beleza inigualável. Não matem a beleza natural da mulher africana.

 

Por: Osvaldo Fuakatinua

Recomendado Para Si

Pontual: E se pensarmos em legalizar a ‘micha’?

por Jorge Fernandes
28 de Setembro, 2026

Aumenta a quantidade de jovens envolvidos na intermediação de serviços de compra e venda. Há diversos serviços, como de documentos,...

Editorial: Momento de afirmação

por Jornal OPaís
28 de Setembro, 2026

Angola saiu do jugo colonial no dia 11 de Novembro de 1975. Perante África e o mundo, o primeiro Presidente...

É de hoje… As novas ‘Cinderelas’ da política angolana

por Dani Costa
25 de Setembro, 2026

Eram formidáveis os encontros que haviam dos principais grupos da sociedade civil nas fases anteriores e posteriores ao conflito armado....

O mundo em anarquia: a voz de Angola no último baluarte do multilateralismo

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

O discurso do Presidente João Lourenço na 81ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, profe rido a 22 de Setembro de 2026,...

Gestão sem planeamento: por quanto tempo uma empresa consegue sobreviver?

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

No artigo da semana passada, chamámos a atenção para uma ideia que consideramos funda mental: uma empresa não cresce apenas...

O negro não é cão

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

Numa entrevista à Televisão Pública de Angola, conduzida por Ernesto Bartolomeu, Patrick Loch Otie no Lumumba, jurista e intelectual queniano...

Carregar Mais

Edições Digitais

Faltam 4 dias Faltam 3 dias Faltam 2 dias Falta 1 dia

Mais Populares

  • DR

    GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Governo Provincial de Luanda divulga fichas e locais das provas dos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • NUDEZ: a “perigosa” corrida em busca de fama nas redes sociais

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Serviços de Veterinária apreendem quatro contentores de pele de galinha no Porto de Luanda

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • SINPROF remete decisão aos filiados e promete resposta na Sexta-feira

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Recomendado Para Si

Opinião

Pontual: E se pensarmos em legalizar a ‘micha’?

por Jorge Fernandes
28 de Setembro, 2026

Aumenta a quantidade de jovens envolvidos na intermediação de serviços de compra e venda. Há diversos serviços, como de documentos,...

Ler maisDetails
Editorial

Editorial: Momento de afirmação

por Jornal OPaís
28 de Setembro, 2026

Angola saiu do jugo colonial no dia 11 de Novembro de 1975. Perante África e o mundo, o primeiro Presidente...

Ler maisDetails
Opinião

É de hoje… As novas ‘Cinderelas’ da política angolana

por Dani Costa
25 de Setembro, 2026

Eram formidáveis os encontros que haviam dos principais grupos da sociedade civil nas fases anteriores e posteriores ao conflito armado....

Ler maisDetails
Opinião

O mundo em anarquia: a voz de Angola no último baluarte do multilateralismo

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

O discurso do Presidente João Lourenço na 81ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, profe rido a 22 de Setembro de 2026,...

Ler maisDetails
Opinião

Gestão sem planeamento: por quanto tempo uma empresa consegue sobreviver?

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

No artigo da semana passada, chamámos a atenção para uma ideia que consideramos funda mental: uma empresa não cresce apenas...

Ler maisDetails
Opinião

O negro não é cão

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

Numa entrevista à Televisão Pública de Angola, conduzida por Ernesto Bartolomeu, Patrick Loch Otie no Lumumba, jurista e intelectual queniano...

Ler maisDetails
Carregar Mais
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.