EMPEMA-ENSA BANCO BAI STANDARD-BANK MEDIANOVA-FNC SOCIJORNAL
Qua, 15 Jul 2026
Jornal O País
Ouça Rádio+
  • Mundial 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís
  • Mundial 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís

Escola rasgada

Jornal Opais por Jornal Opais
5 de Janeiro, 2024
Em Opinião

A importância dada à escola reflete na sociedade; isso perfaz a célebre frase que defende “a escola como vida”, quer dizer, a escola reflete a vida da sociedade.

Poderão também interessar-lhe...

A santidade fabricada pelos juízes da rua

É de hoje… A vez de brilhar chegou

É de hoje… Verdades que o tempo não trava

A escola em muitas sociedades é o espaço ideal onde se processa o enisno-aprendizagem. Em Angola não é diferente, pelo contrário, inferimos que as responsabilidades dadas à escola angolana é exagerada.

Os discursos diante de actos amorais ou imorais vislubram a forma como é encarada a escola, falares como: “Nem parece que passou numa escola!” “Falta-te escola”, etc., comprovam o nosso atrevimento em trazer o presente assunto, cujo pano de fundo é a figura banalizada da escola (angolana).

Apresentamos, a seguir, alguns elementos que fazem jus ao título: 1.Família-Escola: a educação em Angola tem o seu ápice na escola, porém, como conserva a Pedagogia (tradicional), a educação é tipologicamente formal, informal e não-formal.

O excesso de responsabilidade que a escola apresenta em Angola faz-nos crer que, em Angola, a educação só é a formal, que é feita na escola, as casas atribuiram o seu papel de educação exclusivamente à escola, esquecendo-se de outras instituições de educação, a título de exemplo a igreja e outros grupos sociais.

A incongruência ideológica, que não bate certo, é o facto de considerarmos “a escola como segunda casa, porque o aluno acaba estar mais tempo nela, mas o contra-senso é o facto de a casa não ser a primeira escola, como há quem dissesse e compactuamos com ele(a) “para que a escola seja a segunda casa, a casa deve ser a primeira escola”.

A relação deficiente família-escola é extremamente inconsistente, os pais não fazem tarefas de casa, obrigam os professores a fazerem as tarefas de casa e da escola respectivamente, é importante que o aluno vá à escola com elementos bases, e que haja relação de aproximidade família-escola, a família e a escola são convidadas a meter mão na massa para o bem comum – aluno.

Que a casa seja escola e que a escola seja casa, para existir, na escola, situações que deixem o aluno cómodo e em paz e aprendizagem em casa; 2.

A obrigatoriedade Escolar: o princípio da obrigatoriedade escolar em Angola, à luz da Lei de Bases do Sistema de Educação e Ensino, é apresentado no artigo 12, porém julgamos não haver harmonia entre o ideal plasmado na lei e a realidade no dia-adia, vejamos o que o ponto número um do artgo diz: “a obrigatoriedade da Educação traduz-se no dever do Estado, da sociedade, das famílias e das empresas de assegurar e promover o acesso e a frequência ao Sistema de Educação e Ensino a todos os indivíduos em idade escolar”.

A questão é: quantos indivíduos em idade escolar não frequentam escolas? Na escola pública, as vagas são insignificantes; nas público-privadas e nas privadas, sabemos que o factor não-gratuitidade tornase o calcanhar de Aquiles.

Para o segundo ponto, diz: “obrigatoriedade da Educação abrange a Classe da Iniciação, o Ensino Primário e o I Ciclo do Ensino Secundário”.

A questão é: que concepção do mundo tem um aluno que terminou apenas o I Ciclo do Ensisno Secundário? Que oferta de empregabilidade terá? A nossa vissão é que a obrigatoriedade seria desde o ensino primário até ao II ciclo do ensino secundário, não podendo, sequer, gastar um kwanza; 3.

Escola sem pensamento crítico: é estranho saber que as nossas aulas na escola angolana resumem-se em o professor falar e o aluno ouvir, não desenvolvemos o espiríto crítico, porque talvez não nos ensinaram, por isso, torna-se difícil ensinar o que não aprendemos, aliás, o pensamento crítico sempre foi visto como algo errado.

Porém, cremos que um dos grandes elementos a ser desenvolvido na escola é o pensamento crítico, como diz Nóvoa: “a escola não se pode nunca desviar da sua finalidade primordial: conseguir que os alunos aprendam a pensar”.

A escola ensina a ler folhas grafadas, mas não ensina a ler o mundo nem a compreender, muito menos interpretar, 3.

Escolas sem TIC: o mundo, hoje, é digital, que em outras paragens, por exemplo, temem da substituição da figura do professor por máquinas, Laurent Alexandre é de opinião da invenção de uma nova escola que possa responder “ao desafio imenso da nossa utilidade num mundo dentro em breve saturado pela inteligência artificial” (2017, p. 15), a própria UNESCO acaba de acolher o chamado Consenso de Beijing sobre a inteligência artificial educação (2019)” (citados por Nóvoa: 2022), a nossa realidade está muito distante, ainda temos problemas de ligar um projector, há professores do subsistema secundário que não têm computador nem o sabem usar, há escolas que as folhas de prova são reproduzidas nos estúdios (ciber).

As escolas carecem de materiais tecnológicos. 4. Escolas inclusas sem inclusão: aparentemente a educação especial em Angola seja nova, na sua fase experimental, mas não, em 1979, como nos apresenta o Plano Nacional de Desenvolvimento da Educação Especial na Perspectiva Inclusiva “quatro anos após a independência de Angola, a educação especial já figurava como modalidade de ensino, através da circular nº 56 ̸ 79 de 19 de Outubro foi impolsionada a criação de condições para o funcionamento das escolas de Educação Especial”.

Não se justifa as escolas inclusas sem condições para recepção do publicoalvo desta modalidade, temos escolas sem rampas, sem máquinas Braille e sem intérpretes.

Que inclusão nos referimos? Se as nossas escolas apresentam esses rasgos, como está a nossa sociedade? Visto que a escola é a própria vida, John Dewey.

 

Por: ADILSON FERNANDO JOÃO*

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

A santidade fabricada pelos juízes da rua

por Jornal OPaís
15 de Julho, 2026

Num momento em que o debate actual se centra na realidade plural das socie dades, com destaque para a necessidade...

Ler maisDetails

É de hoje… A vez de brilhar chegou

por Dani Costa
15 de Julho, 2026

Três concursos públicos abriram quase em simultâneo. Na Saúde arrancou mais cedo. Depois seguiu-se a educação e o Ministério do...

Ler maisDetails

É de hoje… Verdades que o tempo não trava

por Dani Costa
14 de Julho, 2026

Ainda me recordo dos primeiros momentos em que se decidiu pela reabilitação do antigo Hospital Sanatório, hoje transformado em Complexo...

Ler maisDetails

É de hoje… Políticos milionários

por Dani Costa
13 de Julho, 2026

Acompanhei, há dias, numa rádio em Luanda, um debate em que um dos aspectos que dominou a conversa, entre os...

Ler maisDetails

A santidade fabricada pelos juízes da rua

15 de Julho, 2026

Último muro na Europa continental cai à meia-noite em Gibraltar

15 de Julho, 2026

ONU defende papel-chave do Tribunal Penal Internacional perante campanha dos EUA

15 de Julho, 2026

Congressistas democratas dos EUA descrevem Cuba como uma “Gaza silenciosa”

15 de Julho, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Mundial 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.