Um acontecimento externo, que poderia servir de mote para análise sobretudo de experts em relações internacionais, transformou-se, incondicionalmente, em matéria de debate de todos os sectores da vida política, económica e social.
A saída em cena de Nicolas Maduro, ainda presidente de jure da Venezuela, sequestrado no último fim-de-semana pelas forças norte-americanas, vai suscitando várias reacções a nível interno e externo, com uma maioria a condenar a acção que também foi amplamente aplaudida pelos venezuelanos ao redor do mundo. Assim como noutras partes do mundo, a saída também suscitou várias reacções a nível interno em diversos países.
Angola, como não poderia deixar de ser, entrou no radar, com vários intervenientes, uns mais ousados que outros. Discípulo do chavismo, Maduro sempre foi descrito por muitos como um líder autoritário, embora tivesse tido o beneplácito do próprio Ocidente, inclusive da América.
Antes da refrega que sofreu de Donald Trump, em que saiu sem beira nem eira, ficou por trás a necessidade de destacar em que linhas se iriam coser os países com os quais sempre manteve relação, ou seja, entre os EUA e o mundo. Nem mesmo num universo de perplexidade houve em Angola quem pudesse agir de forma contrária.
Para uns, se dependesse deles, bastaria uns tabefes para que o país se impusesse, desconhecendo que a conjuntura internacional exige outros argumentos. Pensar que um simples aceno de Trump, apoiado por um grupo de indefectíveis que pudesse fazer agenda, é o pior que um país como Angola um dia teria de intervir ou fazer acontecer.
É, no mínimo, doentio. Nos últimos dias, por mais que não se queira, vimos nascer entre nós figuras que, longe das agendas trumpistas, sabem o que querem do país. Quem teve acesso aos discursos feitos por alguns políticos, felizmente, saberá o que está em curso. Não se exigem vários movimentos sequer.









