Se fosse vivo, o primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, completaria hoje 104 anos de idade. Mas quis o destino que, em Setembro de 1979, perdesse a vida em Moscovo, na então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Quarenta e sete anos depois, independentemente do que se diga, continuam vivos os ensinamentos de Neto.
A vida do político, escritor, pai e irmão vai sen do decantada cada vez mais, servindo inclusive de mote para vários estudos no país e no estrangeiro. ‘O mais importante é resolver os problemas do povo’ parece ser o slogan deixado por Neto, cuja efectivação vem sendo perseguida há longos anos, sem quaisquer desprimores ao que tem sido feito pelo Executivo.
Vinte e quatro anos depois de Angola ter alcançado a paz, iniciado um processo de reconstrução de infra estruturas, como água, estradas, energia eléctrica, escolas, postos de saúde, hospitais, fábricas e outras unidades, é visível nalguns domínios a prossecução do desiderato deixado pelo primeiro Presidente e fundador da Nação.
Com uma população estimada em mais de 30 milhões de habitantes nas suas 21 províncias, há cada vez mais necessidade de se investir fortemente em sectores como os da saúde, educação, agricultura e, sobretudo, a indústria transformadora, para acudir o exército de jovens desempregados que ainda exis tem. Hoje, é indiscutível o investimento que vai sendo feito a nível do sector da saúde, com a entrada em funcionamento de hospitais de referência em todo o território nacional.
Embora se reconheça, como vão defendendo muitos especialistas do sector, a necessidade de uma intervenção no sector primário, aí onde surgem muitos casos que poderiam ser atenuados, à partida, mas acabam por se tornar graves. Na educação, também são visíveis as apostas. Tanto na construção como na contratação de novos quadros.
Porém, a forma brusca como a população cresce dificilmente contribuirá para que não existam muitas crianças fora do sistema de ensino. Com um crescimento acima de três dígitos em termos populacionais – e uma economia que felizmente vai se recuperando -, ainda assim, estaremos distantes de abranger todos os mais novos de Cabinda ao Cunene e do mar ao leste.
Sobre a energia eléctrica, quem viveu na era dos ‘fofandós’ concordará que é um dos sectores com maiores melhorias no país. São poucos hoje os cidadãos que não beneficiam destes serviços.
Quanto à água, ainda há muito por se fazer. Mas as últimas acções, como as que vimos no sul do país, em Icolo e Bengo e aqui mesmo em Luanda, dias muito melhores se aproximam. Diria Neto, num dia como esse, que o mais importante ainda é resolver mesmo o problema do povo. E que assim seja.












