A praticamente um ano das eleições gerais no país, onde se elegerá o partido que vai governar e, concomitantemente, o futuro Presidente da República, muitos angolanos apressam-se já em fazer rescaldo sobre os dois mandatos do Presidente João Lourenço.
Nove anos depois de ter chegado ao Palácio da Cidade Alta, substituindo o malogrado Presidente José Eduardo dos Santos, que esteve no poder durante cerca de quatro décadas, são vários os motivos que farão com que, no futuro, dificilmente se dissocie do nome do actual Presidente. Dos vários projectos em que apostou, sobretudo no campo social, a revolução que se observa no sector da saúde é uma das suas principais marcas.
Quando há dias, durante uma visita de campo, foi constatar o andamento do novo Hospital dos Queimados, baptizado com o nome Julius Nyerere, pus-me a pensar sobre as instalações sanitárias abertas nos últimos anos. Desde as pequenas unidades, criadas no âmbito do Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), assim como outras no PIP, Angola viu a sua estrutura sanitária crescer de forma acelerada, provavelmente numa velocidade que poucos países a nível do próprio continente tenham registado.
Até pouco tempo, era impensável para muitos, por exemplo, que o país fosse descontinuar os tratamentos feitos no exterior para os pacientes com insuficiência renal, por conta da hemodiálise que, até então, era um privilégio para poucos. Em pouco tempo, quando apenas duas ou três instituições realizavam sessões de hemodiálise, o país passou a contar em quase toda a sua extensão com centros para o efeito, tornando deste modo desnecessária a existência de muitos pacientes no exterior que custavam aos cofres do Estado rios de dinheiro.
É importante igualmente assinalar que as principais cidades do país ganharam novos hospitais, alguns dos quais apelidados com nomes de figuras que marcaram o nacionalismo e as principais batalhas militares que permitiram ao país continuar uno e indivisível. Por mais que se queira apagar este marco, já são por demais visíveis o facto de o número de camas ter aumentado significativamente. E a entrada em cena, nos próximos meses, de novas infra-estruturas hospitalares, algumas das quais visitadas pelo próprio Presidente da República, indica que a saúde dos angolanos estará cada vez mais em boas mãos.
Havendo hospitais novos, alguns até a nível dos municípios, o que se espera agora é que os gestores e os profissionais de tais unidades possam prestar serviços que façam com que todo o investimento feito tenha valido a pena. Aos poucos, a falta de infra-estruturas vai deixando de ser um problema. Agora, o bom atendimento e uma maior humanização por parte dos próprios profissionais são factores que poderão guindar o que está a ser construído para um outro patamar.








