BFA AIMC BFA SB SB FIB BANCO BAI
Sex, 30 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Deus: O Concreto Invisível

Jornal OpaisPor Jornal Opais
6 de Outubro, 2023
Em Opinião
0
Tempo de Leitura: 3 mins de leitura
Deus: O Concreto Invisível

A nova terminologia para o ensino do Português e o Dicionário Terminológico excluem as expressões “concreto” e “abstracto” para inseri-las nas escalas de nomes contáveis e não contáveis, como é afirmado pela Gramática Prática de Língua Portuguesa, da Comunicação à Expressão, nas páginas 171 a 174.

Entretanto, em Angola, falar sobre “concreto” e “abstracto” em vez de “contáveis” e “não contáveis” pode ser considerado como um erro? Não, não e não. Reafirmo: NÃO.

É completamente aceitável ensiná-los sem qualquer preocupação. Levando em consideração os diversos debates sobre gramática normativa, um dos assuntos que constantemente é discutido é a caracterização de um substantivo concreto e abstracto: suas nuances e identificação na natureza.

Por exemplo, Deus e outros seres invisíveis são concretos ou abstractos? Fora dos dogmas, propomos algumas diretrizes sobre o que achamos necessário para termos uma visão mais ampla deste assunto.

Dizer que a concretização de um substantivo concreto – segundo os autores mencionados abaixo – não se limita única e exclusivamente à sua tangibilidade.

Ou seja, não é um todo absoluto dizer que, para ser concreto, precisa possuir um corpo físico e ser visível e perceptível a olho nu. Neste caso, vamos fundamentar nossa dissertação com ideias de alguns gramáticos e estudiosos de gramática.

Para começar, Pestana (2013) define substantivo, do ponto de vista semântico, como a palavra com a qual nomeamos tudo o que tem substância, tudo o que existe; o que imaginamos existir ou tudo o que é um conceito abstracto.

Partindo desse pressuposto geral sobre o que é substantivo, vamos agora tentar esclarecer as possíveis diferenças que afectam os dois tipos mencionados: concreto e abstracto.

Bechara (2009) afirma que substantivo concreto é aquele que designa seres de existência independente, enquanto o abstracto é aquele cuja existência depende de outro.

Seguindo essa linha de raciocínio, Cunha e Cintra (2016) defendem que o concreto designa seres propriamente ditos, enquanto os abstratos designam noções, acções, estados e qualidades.

Porém Rosenthal (2011) considera concreto aquele que, depois de sua existência ser consumada ou deduzida, torna-se independente.

Sendo assim, o abstracto sempre dependerá de um concreto para consumar sua existência. Ligado a essa ideia, Lima (2011) afirma que, não importa se são reais ou não, materiais ou espirituais, os concretos possuem independência na existência.

Enquanto os abstractos designam acções, estados e qualidades a depender dos seres dos quais derivam ou se manifestam.

E, por fim, Neto e Ulisses (2010) afirmam que os substantivos concretos dão nomes a seres de existência própria, sejam reais ou não. Portanto, para eles, os abstractos dependem dos concretos.

Ou seja, é nas acções dos concretos que um abstracto pode materializar-se. Com base nessas abordagens em torno das caracterizações dos substantivos concretos e abstractos, é possível notar convergências e divergências entre os autores mencionados acima.

Isso nos dá a sensação de que a maioria concorda com a ideia de que os substantivos concretos e abstractos diferem principalmente na materialização de sua existência na natureza.

Em outras palavras, um depende do outro para existir, tornando a questão da tangibilidade e visibilidade não tão relevantes para os determinar.

Assim, como explicam Neto e Ulisses, nomes como Deus, vento, sereia e lobisomem são considerados concretos, uma vez que existem independentemente de um outro ser.

Por outro lado, nomes como beijo, abraço, honestidade, clareza, amor, bravura, bondade, entre outros, dependem sempre de um ser para se manifestar.

Ou seja, alguém precisa beijar para que o beijo seja considerado uma acção abstracta; o mesmo ocorre com o abraço, a pessoa precisa abraçar para que seja possível notar um abraço dado.

Reiteramos que, com base nos teóricos mencionados, Deus é considerado um substantivo concreto, não importa se existe ou não, visível ou não, tangível ou intangível, imaginário ou real.

 

Por: GABRIEL TOMÁS CHINANGA

Relacionados - Artigos

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Haja paciência, FNLA!

30 de Outubro, 2026
O asfalto que une: mobilidade e dignidade no Namibe

O asfalto que une: mobilidade e dignidade no Namibe

29 de Outubro, 2026
É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Está tudo SIMPLIFICADO!

29 de Outubro, 2026
O fim da “escola-fábrica”: por um contínuo pedagógico e inclusivo em Angola

O fim da “escola-fábrica”: por um contínuo pedagógico e inclusivo em Angola

28 de Outubro, 2026
Fotografia como ferramenta de construção identitária dos luandenses

Fotografia como ferramenta de construção identitária dos luandenses

28 de Outubro, 2026
É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Só lista negra não basta

28 de Outubro, 2026
Carregar Mais

Maís Populares

  • Mais de 50 mil enfermeiros estão inseridos no Sistema Nacional de Saúde

    Mais de 92 mil candidatos obtêm nota positiva no concurso público da Saúde

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Musk acusa forças ucranianas de violar os termos de utilização da Starlink

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • GPL disponibiliza resultados definitivos do concurso público do regime geral e especial

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Executivo propõe aumento salarial de 10% para a Função Pública em 2027

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Especialistas defendem inclusão das comunidades na governação da água

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Artigos

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Haja paciência, FNLA!

Por Jornal OPaís
30 de Outubro, 2026

...

O asfalto que une: mobilidade e dignidade no Namibe

O asfalto que une: mobilidade e dignidade no Namibe

Por Jornal OPaís
29 de Outubro, 2026

...

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Está tudo SIMPLIFICADO!

Por Dani Costa
29 de Outubro, 2026

...

O fim da “escola-fábrica”: por um contínuo pedagógico e inclusivo em Angola

O fim da “escola-fábrica”: por um contínuo pedagógico e inclusivo em Angola

Por Jornal OPaís
28 de Outubro, 2026

...

Fotografia como ferramenta de construção identitária dos luandenses

Fotografia como ferramenta de construção identitária dos luandenses

Por Jornal OPaís
28 de Outubro, 2026

...

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Só lista negra não basta

Por Dani Costa
28 de Outubro, 2026

...

Carregar Mais
Artigo Seguinte
África, anciã do mundo

África, anciã do mundo

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Bem-vindo de Volta!

Entre para a sua conta abaixo

Esqueceu a Palavra-passe?

Recuperar palavra-passe

Por favor, insira o seu nome de utilizador ou endereço de correio-electrónico para reposição da sua palavra-passe.

Entrar
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.