A crise humanitária no Leste da República Democrática do Congo (RDC), por conta do conflito que já leva alguns anos com o Ruanda, continua a preocupar Angola, União Africana (UA) e os processos de Washington, EUA, e Doha, Qatar. Para além da capital angolana, Luanda, onde em nome do Presidente João e líder em exercício da UA, a busca pela paz na pátria do músico Lokua Kanza conta também com o esforço dos dois últimos países.
No ano passado, as partes em conflito, Félix Tshisekedi e Paul Kagame, na presença de mediadores africanos e asiáticos, assinaram o acordo de paz na cidade de Washington. Ainda assim, o processo de paz continua a ser violado pelo Ruanda, facto que levou o Chefe de Estado da RDC a deslocar-se a Luanda na semana passada, alegando que saiu com uma luz verde no fundo do túnel.
Em razão disto, Angola apelou ontem às partes, em comunicado, a cessação de todas as hostilidades, pois os acordos assinados devem ser cumpridos com o objectivo de garantir a livre circulação de pessoas e bens naquela zona do continente.
Sem reservas, os esforços incansáveis empreendidos no quadro do Conselho de Segurança da ONU, segundo o Presidente da República de Angola e líder da UA, João Lourenço, “são a única via capaz de levar à redução da tensão que persiste entre a RDC e o Ruanda, e ao entendimento entre ambos os países”.









