EMPEMA-ENSA BANCO BAI SOCIJORNAL SOCIJORNAL
OPaís
Ouça Rádio+
Sáb, 20 Jun 2026
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Cartas credenciais: Quem vai reorientar a África?

Jornal Opais por Jornal Opais
11 de Dezembro, 2017
Em Opinião

Warning: Trying to access array offset on false in /home/opaisao/public_html/wp-content/themes/jnews/class/Image/ImageNormalLoad.php on line 70

Warning: Trying to access array offset on false in /home/opaisao/public_html/wp-content/themes/jnews/class/Image/ImageNormalLoad.php on line 73

Daqui do Jardim da Cidade Alta, chega- me de longe a música de José Carlos Schwartz, bissau-guineense: – “Si bu sta dianti na luta/Pasa dianti pô/Finkanda purmeru dubi/I kasa ki nô misti kumpu./ Si bu sta dianti na luta/Ka bu djubi tras/Pega tarsadu bu pabi/ Pega radi bu labra/Si bu sta dianti na luta/Ka bu djungutu/Si bu parti, si bu diskuda/Pubis na fika, i ka ta maina/Si bu sta dianti na luta/Ka bu pera ningin/Mara bu bariga bu sufri/Na bo ki nô na djubi, abô ki nos spidju”.

Poderão também interessar-lhe...

África não precisa de mais heróis, precisa de mais instituições

Lomengo, o genro esfomeado – Vidas de Ninguém (XXIV)

A solidão dos fortes

POR: Bernardino Neto

Uma melodia possante como o fio  de chuva miúda no tecto de zinco… Oh minha querida infância, onde estás? Uma pergunta puxa outra: quem vai reorientar a África hoje? África do Sul, o país com maior Produto Interno Bruto (PIB) do continente, a Nigéria, maior produtora de petróleo no continente, Angola, o segundo maior produtor de petróleo, o Egipto, a Etiópia? Afinal, quem comanda? Será a Cote D´Ivoire, Camarões, Marrocos, Argélia, Congo Brazzaville, Gana, Botswana, União Africana? Ninguém.

E Agostinho Neto pressagiara isso na liturgia, no ritual e no pedestal da luta contra o neocolonialismo, ao afirmar: “A África parece um corpo inerte, onde cada abutre vem debicar o seu pedaço.” Convenhamos, Neto falava apenas dos abutres materiais. O continente africano está movediço, perigoso, abrindo ravinas que estão a engolir os poderes, as instituições, os Estados e as pessoas. Quem diria, que passados mais de 50 anos de independência de África, a Líbia viria a ser um “shopping” para venda de conterrâneos nossos?!

Hitler feroz, asfixiante e o mais famoso assassino da história queria dominar o mundo, não conseguiu. Destruiu a humanidade, deixando 3% dela, morta, mutilada e assombrada, mas no final teve que se imolar. Mussolini embriagado no álcool dos excessos, dizia “Se eu avançar sigam-me, se eu retroceder matem-me, se eu morrer, vinguem- me”, no desfecho da sua trajectória, foi capturado e executado.

Isto serve para dizer que a humanidade já assistiu tantos, mais tantos fenómenos e que na hora da verdade, a inteligência vence. Basta percorrer os meandros do terrorismo internacional, com réstias de religiosidade radical, abusiva, execrável, exacerbada e enfadonha, aos poucos vai perdendo fôlego. Por isso, são tempos de muita turbulência e com eles tempos de “abutres invisíveis”, que fomentam nas sociedades periféricas, febres muito altas. Febres de emoções.

Febres de ruídos. Por incrível que pareça não há termómetros para as medir entre as causas e efeitos. A meio, um dilúvio de informação, ou seja lixo informativo, informação tóxica. Informação confusa, predatória, destruidora e manipuladora. Uma das brincadeiras dessa informação camaleónica é empolgar as mentes a fiashs de (in)verdades, com os ruídos disto e daquilo, levando a proliferação de boatos, de afrontas às regras convencionais, de prazeres à desobediências e nervos à flor-da- pele, cuja autoria é cada vez mais invisível e frequentemente mesmo quando sabida, é acobertada, chegando a catástrofes indizíveis, como as do “Mar Mediterrâneo”, feito um cemitério a céu aberto ou como o que está a ocorrer agora, com os jovens “libertados” do mercado negro da Líbia, cansados, arrependidos e ultrajados até a médula.

A África está cada vez mais enfraquecida e o fenómeno não é isolado, é mundial, incluindo os centros do poder. É preciso reorientar a bússola. Kwane Nkrumah, Leopold Sedhar Senghor, Amílcar Cabral, Samora Machel, Arap Moi do Quénia, Julius Nyherere e Kaunda foram lideranças que construíram um caminho africano próprio, honroso e comprometido. Seguiu-se Mandela. Nos tempos que correm, precisam-se homens novos para desafi os também novos. Líderes com infl uência, persuasão assertiva, legitimidade e autoridade, para conduzir a moral e o moral de África, que se degrada cacimbo à cacimbo, chuva à chuva, queimada à queimada, seca à seca, eleição à eleição.

Embora hajam mudanças concretas no continente, algumas engendradas pela própria evolução como a transformação da OUA em União Africana, poucas puderam prever trilhos e instituições nos modos de pensar, nas expectativas e nas aspirações, pois os líderes de hoje caíram na armadilha do tempo apressado. O tempo é o grande mestre, e ele não se renova, devendo acompanhar as transformações e as pessoas, sob pena deste recurso também emigrar. E aqui a actualidade do pensamento de A. Neto sobre os abutres. Os abutres abundam por toda a parte, uns são personagens que emergem com caras de “boas pessoas”, outros não são anjinhos, nem diabos, outros ainda só tem um objectivo: pilhar as nossas razões.

Como? Fala-se de que 60% da população africana é jovem, o que abre futuras oportunidades de mercado. Todavia, não se diz que essa massa de 60% não conhece o esclavagismo, o colonialismo, as independências. Fica claro, que quando não se têm referências da sua própria história, entre ficar e partir, o delírio decide mais do que o raciocínio, sobretudo quando o amanhã é inopinável e enganador. A música não deixa de grudar na minha cabeça: Si bu sta dianti na luta, Pasa dianti pô… Se isto é bom ou mau, só o tempo dirá!

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

África não precisa de mais heróis, precisa de mais instituições

por Jornal OPaís
19 de Junho, 2026

Há uma imagem que muitos angolanos conhecem. Num bairro, numa escola, numa associação comunitária ou numa repartição pública, existe quase...

Ler maisDetails

Lomengo, o genro esfomeado – Vidas de Ninguém (XXIV)

por Jornal OPaís
19 de Junho, 2026

A os 31 anos, Cafumba era uma jovem morena, de pernas grossas, dentes branquinhos, cabelos compridos e massa física corpulenta,...

Ler maisDetails

A solidão dos fortes

por Jornal OPaís
19 de Junho, 2026

A fortaleza é uma das qualidades mais admiradas na sociedade angolana. Admiramos a mãe que nunca desiste dos filhos, o...

Ler maisDetails

É de hoje… Quem conhece as Quedas dos Bem-Casados?

por Dani Costa
19 de Junho, 2026

Há alguns anos, num daqueles momentos de aventura, decidimos visitar o amigo Tito, que, depois de largos anos emprestado ao...

Ler maisDetails

INÉDITO: FC Luanda garante apuramento ao Girabola 2026/2027

20 de Junho, 2026

UPRA e Morgan State assinam Memorando de Entendimento

20 de Junho, 2026

‎Plataforma automóvel ultrapassa 40 mil utilizadores em dois meses de actividade em Angola‎

20 de Junho, 2026

Angola e Moçambique reforçam cooperação parlamentar

20 de Junho, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.