Ao coordenador do jornal OPAÍS, saudações e votos de óptima Segunda-feira! A prostituição, tida como a profissão mais antiga do mundo, respeito e sempre a respeitarei, apesar de não existir qualquer legislação no país para a sua prática, ela é um facto.
Por esta razão, defendo que deve ser feita com ética e mais respeito aos que não defendem tal prática no dia-a-dia, aliás razões, divididas ou não, são sobejamente conhecidas pelos angolanos e não só.
Deste modo, o que acontece na Cimex, no bairro Popular (em Luanda), nas imediações da famosa paragem dos “Congolenses”, BFA, Atlântico, hospital dos queimados e arrdores, também não é bom. Moças, trabalhadoras de sexo, tão expostas; no entanto, elas não sabem que, naquela zona, por ter moradores em maioria, não é ético agir da forma como agem.
Por ali, todos os dias, sempre que cai a noite, passam pessoas de vários estratos sociais, inclusive adolescentes que normalmente estão de regresso à casa, depois de mais uma jornada académica. Depois das 22:00, o cenário torna- se tão agressivo que só visto, mas as autoridades, uma esquadra da Polícia Nacional, estão mesmo aí à espreita.
Ainda assim, nada se faz para repudiar os actos praticados pelas trabalhadoras de sexo que volta e meia vão tornando a zona desagradável.
Por isso, como moradora do Bairro Popular, gostaria que as autoridades, de forma pedagógica, sensibilizassem as trabalhadoras de uma das profissões mais antigas do mundo a serem mais cordatas quanto à exposição, embora respeite a diferença e a diversidade de cenários que a própria sociedade impõe desde os tempos remotos.
POR: Dos Santos Kalingue, Bairro Popula









