Exma. Direcção, estimados jornalistas, público leitor e seguidores das redes sociais do jornal OPAÍS, Saúdo penhoradamente este diário, que tem feito a diferença no ecossistema digital e mediático do nosso país. Hoje, escrevo-vos com um profundo sentimento de dor. Apesar de ser a primeira vez que dirijo palavras a este órgão, sinto a necessidade de fazer da minha indignação a voz de outras mães que têm filhos adolescentes e que vivem na Centralidade do Kilamba.
Na semana passada, vimos, pelas redes sociais e pelos órgãos de televisão da nossa praça, imagens e relatos chocantes da forma bárbara como um jovem de 17 anos foi assassinado à facada, num acto muito triste e condenável a todos os títulos. Que este trágico acontecimento sirva de sério alerta para nós, pais e encarregados de educação, para prestarmos a maior atenção aos tipos de amizades dos nossos filhos.
Sei que esta é uma tarefa difícil de controlar, mas apelamos a que sejamos implacáveis, para que os nossos filhos não façam parte destes grupos de malfeitores, de adolescentes perigosos a ponto de não respeitarem o bem mais sagrado, que é a vida de outrem. Para terminar, apelamos à nossa Polícia Nacional para que reforce o patrulhamento de proximidade na Centralidade do Kilamba, garantindo maior segurança e tranquilidade às nossas famílias.
Ao mesmo tempo, aproveitamos para agradecer publicamente a pronta detenção do suposto assassino deste jovem, demonstrando uma pronta resposta que traz um pequeno alento à nossa comunidade.
POR: Maria Figueiredo, moradora da Centralidade do Kilamba





