OPaís
Ouça Rádio+
Seg, 20 Abr 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Bukamá: futuro e utopia, um contributo para a compreensão da Angola colonial e pós-colonial

Jornal Opais por Jornal Opais
14 de Março, 2023
Em Opinião

Bukamá, livro de autoria de Bens Nyoka Abílio, pseudónimo literário de Benção Cavila Nyoka Abílio.

Poderão também interessar-lhe...

Carta do leitor: A vinda do Papa…

É de hoje…Os ‘recados’ do Papa são para todos

Bênção papal

Nasceu na Missão Baptist Missionary Society em Kibocolo, município do Zombo, província do Uíge, em 1951.

A obra Bukamá pertence ao género narrativo, porquanto se serve do discurso narratológico para transmitir de forma grossa os problemas mais funestos de Angola no período colonial e a consequente desilusão da época pós-colonial.

Concomitantemente, a obra é um romance histórico, porque o seu autor, à volta de um núcleo central sobre a história de Angola nos períodos colonial e pós-colonial, cria vários subnúcleos secundários para recriar a história e proporcionar aos leitores parte crucial da história de Angola, no entanto prenhe de uma ficcionalidade contínua.

No campo da teorização histórica da literatura, Bens Nyoka Abílio pertence à Geração das incertezas, ou seja, à geração literária de 80 do século XX.

Este período tem início com a Independência de Angola e traduz, por si só, uma ruptura no plano do discurso literário, os escritores da Geração das incertezas servem-se grandemente do discurso narrativo para descrever a descrença e a desilusão dos sonhos da independência.

Por conseguinte, uma geração literária é caracterizada pelas experiências colectivas, isto é, vivências da história do globo, influências académicas, visão de mundo e outros factores, todavia também o é pelo factor biológico, como o disse o professor e crítico literário Luís Kandjimbo, pois todos os escritores da geração a que faz parte o autor supracitado nasceram na década de 50 do século XX, precisamente entre 1950 a 1959.

No âmbito do enquadramento histórico-literário das produções estéticas escritas, Bukamá, enquanto património cultural imaterial da literatura e história de Angola, enquadra-se no quarto período da Literatura angolana, compreendendo o período que se estende de 1940 a 1960, período histórico crucial na organização dos movimentos políticos e a concomitante luta para a independência de Angola.

Linguisticamente, o texto textualiza-se em dois códigos, português e kikongo.

As frases são simples e sintaticamente menos elaboradas, consequentemente, quer o bilinguismo, quer a estrutura frasal simples e menos elaborada visam apresentar com real semelhança as massas de Angola e o modo de vida da época Em Bukamá compara-se os políticos de Angola a organismos vivos, isto é, com nascimento, crescimento e falecimento, à maneira de uma explicação, os políticos angolanos foram fecundados pela situação colonial ostracizante, cresceram combatendo o sistema colonial e o vencendo e faleceram falhando os ideais do nacionalismo pré-independência.

A obra é, essencialmente, um manifesto do realismo angolano, o seu narrador é o seu autor que conta todos os factos a partir do relato das testemunhas, portanto não participa na história, contando-a na terceira pessoa.

Entre os factos a que a obra faz alusão, sobressaem a miscigenação cultural e biológica, a ambição desmedida dos líderes partidários, o exílio, a morte dos sonhos do povo, a guerra fratricida e a miséria pós-independência.

Bukamá, em Kikongo baixar ou baixar-se, reflete a morte dos sonhos de um povo, visto que, o entusiasmo de muitos filhos de Angola, metaforizados pelos protagonistas Cristina e Vunga, transformaram-se em pessimismo, em luto.

Os sonhos foram enterrados no solo da ambição desmedida de Neto, de Savimbi, de Roberto e quiçá de um dos Santos.

A personagem Cristina é a metáfora do povo angolano, dura e severamente oprimido pelos três movimentos políticos que lutaram para independência de Angola.

À maneira de se fazer um epílogo, dir-se-ia que a obra é assaz importante para a instituição literária angolana e é um importante manancial para o conhecimento da história colonial e pós-colonial da vida angolense.

Portanto, não é um instrumento integrante para compreender a história de Angola, é um instrumento fundamental e senão mesmo essencial, o qual não se pode retirar se se quiser compreender e apreender as idiossincrasias do mosaico histórico angolano proporcionado pelos três movimentos que lutaram pela Independência nacional, assim se recomenda que se faça a leitura desta importante obra, entretanto que a referida leitura seja feita na calada morna da noite, na companhia da razão de Apolo.

 

Por: Alcino Luz

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

Carta do leitor: A vinda do Papa…

por Jornal OPaís
20 de Abril, 2026
CARLOS MOCO

Ilustre coordenador do Jornal OPAÍS, saudações e votos de uma boa Segunda- feira. Sobre a vinda do Papa Leão, chefe...

Ler maisDetails

É de hoje…Os ‘recados’ do Papa são para todos

por Dani Costa
20 de Abril, 2026

Três dias depois de ter chegado a Angola, numa visita apostólica, que o leva hoje à província de Lunda-Sul, são...

Ler maisDetails

Bênção papal

por Jornal OPaís
20 de Abril, 2026

Angola é, nos últimos dois dias, a capital mundial do catolicismo. A justificação é indiscutível, tendo em conta a presença...

Ler maisDetails

Caso “terrorismo”: arguido Lev afirma que encontro com Higino Carneiro era para apoiar projecto cultural

por Jornal OPaís
17 de Abril, 2026
Foto de: CARLOS AUGUSTO

Lev Lakshtanov, um dos russos arrolados no caso “terrorismo”, foi o primeiro dos arguidos a ser ouvido em audiência, depois...

Ler maisDetails

Viagem Apostólica do Papa Lão XIV a Angola

Mais de 20 jornalistas aguardam pelo Papa no aeroporto da Lunda Sul

20 de Abril, 2026

Aeroporto Deolinda Rodrigues preparado para receber o Papa Leão XIV em Saurimo

20 de Abril, 2026

Missa Papal faz aumentar preços de comida e do transporte na Centralidade do Kilamba

20 de Abril, 2026

Cuando: 9 em cada 10 pessoas na província enfrentaram a insegurança alimentar severa em 2025

20 de Abril, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.