OPaís
Ouça Rádio+
Seg, 2 Fev 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Angola e o dividendo

Jornal Opais por Jornal Opais
19 de Julho, 2024
Em Opinião

No último século, maior parte dos países experimentou um considerável crescimento económico, levando a dinâmica de crescimento populacional a grandes transformações. Essa transição foi associada à passagem de uma alta taxa de fertilidade e mortalidade para uma das mais baixas.

Poderão também interessar-lhe...

Cart do leitor: Futebol perde “rede” no Estádio Municipal dos Coqueiros

É de hoje…Turismo já vai dando cartas

Mais saúde

À semelhança do que ocorre em alguns países africanos, a população angolana é maioritariamente jovem. Cerca de 65% da população do país, constituída por pessoas com idade inferior a 25 anos, 47,2% com menos de 15 anos e 18,6% com idade compreendida entre os 15 e os 24 anos, geram por si um autêntico dividendo demográfico.

Para já, os dividendos demográficos são um factor claro e amplamente discutido na literatura sobre desenvolvimento económico, explicando o facto de que alterações demográficas acarretam para as nações que as registam dividendos em termos de crescimento económico.

Por isso, é com bastante estranheza, pelo menos para mim, que assisto desde a apresentação da Estratégia Angola 2050 à disseminação da ideia de que somos muitos angolanos e, portanto, convém que sejamos capazes de controlar a taxa e a velocidade do crescimento populacional nacional, fazendo eco como verdade universal e inequívoca a abordagem malthusiana.

Para Malthus (1798), o crescimento da população sempre tenderia a superar a produção de alimentos, uma vez que o mesmo ocorreria numa progressão geométrica, ao passo que a produção de alimentos aumentaria em progressão aritmética. Logo, a chave do desenvolvimento económico reside no controlo da natalidade.

O que é contrariado por muitos modelos que abordam o crescimento económico, com destaque para Solow (1956), Lucas (1988) e Mankiw, Romer e Weil, 1992), que postulam que os processos de acumulação de factores e de progresso técnico determinam a taxa de crescimento do produto.

Ou seja, uma vez sendo exógenos esses factores, o produto per capita é função crescente do capital, da mão-de-obra e da tecnologia e, no estado estacionário, o crescimento económico é dado pelas taxas de crescimento populacional e progresso tecnológico.

Segundo Lucas (1988), as pessoas podem adquirir conhecimentos através da escola, e com isso aumentar o nível de capital humano, ou participar do processo de produção de bens e serviços.

Ao aumentar o esforço de acumulação de capital humano, os indivíduos aumentam a sua renda no futuro, em detrimento de uma eventual diminuição da renda no presente.

Podendo a lógica de acumulação do capital humano ser considerada semelhante à de acumulação do capital físico. De acordo com esta abordagem, a principal causa das diferenças entre as taxas de crescimento económico seria a diferença entre países das taxas de acumulação de capital humano.

O que foi prontamente reforçado por Romer (1990), que propôs a inclusão do capital humano no modelo neoclássico de crescimento, mas com a diferença do capital humano ser um determinante da oferta de novas ideias e tecnologias, introduzindo assim a importância da criatividade.

Considerando as proporções territoriais de Angola face a sua população actual, acredito ser uma inverdade a defesa da contenção da taxa de crescimento da população (situadas perto dos 3,36%), a não ser que a mesma contenha verdades inconfessas. Assim sendo, torna-se pertinente a necessidade de fazermos a economia crescer a taxas superiores ao do crescimento da população, não obstante ser mais trabalhoso.

Deste modo, faz-se necessário que esse crescimento populacional seja acompanhado por um aumento na oferta e qualidade da educação, passando por um planeamento assertivo e exigente em competências, conhecimento e diversidade de habilidades e não permitindo o seu esgotamento na análise das percentagens das despesas orçamentais destinadas ao sector da educação, mas sim que o país consiga verdadeiramente aproveitar positivamente o seu dividendo demográfico.

 

Por: WILSON NEVES*

*Economista

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

Cart do leitor: Futebol perde “rede” no Estádio Municipal dos Coqueiros

por Jornal OPaís
2 de Fevereiro, 2026
DR

Saudações, caro coordenador! É com enorme satisfação que volto a escrever para este espaço. Desta vez, vou falar sobre a...

Ler maisDetails

É de hoje…Turismo já vai dando cartas

por Dani Costa
2 de Fevereiro, 2026

A minha primeira viagem ao exterior aconteceu há mais de duas décadas. Foi, inicialmente, em África. E uma das coisas...

Ler maisDetails

Mais saúde

por Jornal OPaís
2 de Fevereiro, 2026

Indiscutivelmente, o sector da saúde no país tem registado um crescimento exponencial em termos de infra-estruturas e serviços, que, à...

Ler maisDetails

Testemunhos da literatura angolana na luta de libertação nacional de Angola

por Jornal OPaís
30 de Janeiro, 2026

Na verdade, com base no título “testemunhos da literatura angolana na luta de libertação nacional de Angola”, nos é permitido...

Ler maisDetails
DR

Cart do leitor: Futebol perde “rede” no Estádio Municipal dos Coqueiros

2 de Fevereiro, 2026

É de hoje…Turismo já vai dando cartas

2 de Fevereiro, 2026

Mais saúde

2 de Fevereiro, 2026

PRORUMUS reúne especialistas para analisar desafios e oportunidades de formação e empregabilidade

2 de Fevereiro, 2026
OPais-logo-empty-white

Para Sí

  • Medianova
  • Rádiomais
  • OPaís
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos

Radiomais Luanda

99.1 FM Emissão online

Radiomais Benguela

96.3 FM Emissão online

Radiomais Luanda

89.9 FM Emissão online

Direitos Reservados Socijornal© 2026

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.