Nossa Seguros BFA EMPEMA-ENSA BANCO BAI STANDARD-BANK MEDIANOVA-FNC SOCIJORNAL
Qua, 12 Ago 2026
OPaís
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís

Angola e o dividendo

Jornal Opais por Jornal Opais
19 de Julho, 2024
Em Opinião

No último século, maior parte dos países experimentou um considerável crescimento económico, levando a dinâmica de crescimento populacional a grandes transformações. Essa transição foi associada à passagem de uma alta taxa de fertilidade e mortalidade para uma das mais baixas.

À semelhança do que ocorre em alguns países africanos, a população angolana é maioritariamente jovem. Cerca de 65% da população do país, constituída por pessoas com idade inferior a 25 anos, 47,2% com menos de 15 anos e 18,6% com idade compreendida entre os 15 e os 24 anos, geram por si um autêntico dividendo demográfico.

Para já, os dividendos demográficos são um factor claro e amplamente discutido na literatura sobre desenvolvimento económico, explicando o facto de que alterações demográficas acarretam para as nações que as registam dividendos em termos de crescimento económico.

Por isso, é com bastante estranheza, pelo menos para mim, que assisto desde a apresentação da Estratégia Angola 2050 à disseminação da ideia de que somos muitos angolanos e, portanto, convém que sejamos capazes de controlar a taxa e a velocidade do crescimento populacional nacional, fazendo eco como verdade universal e inequívoca a abordagem malthusiana.

Para Malthus (1798), o crescimento da população sempre tenderia a superar a produção de alimentos, uma vez que o mesmo ocorreria numa progressão geométrica, ao passo que a produção de alimentos aumentaria em progressão aritmética. Logo, a chave do desenvolvimento económico reside no controlo da natalidade.

O que é contrariado por muitos modelos que abordam o crescimento económico, com destaque para Solow (1956), Lucas (1988) e Mankiw, Romer e Weil, 1992), que postulam que os processos de acumulação de factores e de progresso técnico determinam a taxa de crescimento do produto.

Ou seja, uma vez sendo exógenos esses factores, o produto per capita é função crescente do capital, da mão-de-obra e da tecnologia e, no estado estacionário, o crescimento económico é dado pelas taxas de crescimento populacional e progresso tecnológico.

Segundo Lucas (1988), as pessoas podem adquirir conhecimentos através da escola, e com isso aumentar o nível de capital humano, ou participar do processo de produção de bens e serviços.

Ao aumentar o esforço de acumulação de capital humano, os indivíduos aumentam a sua renda no futuro, em detrimento de uma eventual diminuição da renda no presente.

Podendo a lógica de acumulação do capital humano ser considerada semelhante à de acumulação do capital físico. De acordo com esta abordagem, a principal causa das diferenças entre as taxas de crescimento económico seria a diferença entre países das taxas de acumulação de capital humano.

O que foi prontamente reforçado por Romer (1990), que propôs a inclusão do capital humano no modelo neoclássico de crescimento, mas com a diferença do capital humano ser um determinante da oferta de novas ideias e tecnologias, introduzindo assim a importância da criatividade.

Considerando as proporções territoriais de Angola face a sua população actual, acredito ser uma inverdade a defesa da contenção da taxa de crescimento da população (situadas perto dos 3,36%), a não ser que a mesma contenha verdades inconfessas. Assim sendo, torna-se pertinente a necessidade de fazermos a economia crescer a taxas superiores ao do crescimento da população, não obstante ser mais trabalhoso.

Deste modo, faz-se necessário que esse crescimento populacional seja acompanhado por um aumento na oferta e qualidade da educação, passando por um planeamento assertivo e exigente em competências, conhecimento e diversidade de habilidades e não permitindo o seu esgotamento na análise das percentagens das despesas orçamentais destinadas ao sector da educação, mas sim que o país consiga verdadeiramente aproveitar positivamente o seu dividendo demográfico.

 

Por: WILSON NEVES*

*Economista

Recomendado Para Si

A caneta não escreve sozinha…

por Jornal OPaís
12 de Agosto, 2026

Há datas que chegam sem fazer barulho, mas carregam consigo uma vida inteira. Esta Quarta-feira, celebro mais um aniversário, mas...

Ler maisDetails

O deputado angolano e as perguntas

por Jornal OPaís
12 de Agosto, 2026

Àguisa de prólogo, entende-se que, num Esta- do democrático e de Direito, o mandato de um deputado não se resume...

Ler maisDetails

Capital humano: o activo que pode definir o futuro da banca angolana

por Jornal OPaís
12 de Agosto, 2026

Durante anos, falar de competitividade na banca significava falar sobretudo de capital, tecnologia, rede comercial, produtos e capacidade de financiamento....

Ler maisDetails

Carta do leitor: Redes Sociais: o perigo da distracção digital nas estradas de Angola

por Jornal OPaís
12 de Agosto, 2026

Senhor Director do jornal O PAÍS e prezados jornalistas, cordiais saudações. Escrevo-vos na qualidade de leitor assíduo deste prestigioso diário,...

Ler maisDetails

Mais Populares

  • Capotamento em Cabo Ledo faz seis feridos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • NUDEZ: a “perigosa” corrida em busca de fama nas redes sociais

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Prazo de inscrições para o ensino secundário e médio prorrogado até 7 de Agosto

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Sete dos 30 feridos do acidente no Cabo Ledo inspiram maiores cuidados

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.