BFA AIMC BFA SB SB FIB BANCO BAI
Seg, 26 Out 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

A orquestra dos silêncios – o brilho da inverdade

Jornal Opaispor Jornal Opais
9 de Janeiro, 2025
Em Opinião
0
Tempo de Leitura: 3 mins de leitura
A orquestra dos silêncios  – o brilho da inverdade

O director idealizou uma cidade onde o tempo deveria parecer suspenso, onde cada ruela seria um palco de murmúrios e cada praça, um eco de segredos não ditos. Ninguém podia falar, apenas ouvir ao som da orquestra invisível.

O roteirista, obediente, elaborou o guião, mas sem que ele percebesse, os homens entraram em acção e roubaram a cena. A cidade tornouse Cavalândia, terra rica e de povo humilde, onde a esperança dançava entre a bravura e o silêncio.

Entre as vilas das cidades, o eco de uma promessa sempre se repetia: liberdade, justiça e igualdade. Ora, para muitos, tais palavras eram apenas poeira levada pelo vento. Amara, jovem detentora de uma traseira tipicamente bantu, conhecida pela sua coragem.

Certa vez presenciou injustiças na comunidade e decidiu falar. Sua voz, embora suave, carregava o peso dos que não podiam ou não ousavam se expressar.

Denunciou as condições precárias em que estava mergulhada sua comunidade e a repressão que sufocava qualquer tentativa de mudança. Numa noite, de pouco luar, sem que ela desconfiasse, homens uniformizados chegaram à sua casa e levaram Amara, sem explicações, enquanto sua família assistia, impotente e murmurando: “Os grandes actos de bravura têm preço, por isso muitos, como nós, órfãs da coragem, colocamos a cauda entre os pés e assistimos o rasgar dos nossos sonhos como escreveu o escritor do meu tempo”.

Os dias se transformaram em semanas, semanas em meses e a ausência de Amara tornou-se num lembrete cruel da realidade em Cavalândia: quem desafiava o director desaparecia para sempre como tantos antes dela.

Apesar de desaparecida por meses, Amara continuava sendo motivos de conversa entre seus contemporâneos, quando, por um milagre, ela finalmente reapareceu.

Estava acompanhada por uma comitiva de câmeras e repórteres. Seu rosto antes iluminado pela paixão, estava agora marcado por um sorriso forçado e um olhar vazio.

Naquele dia, ela foi colocada diante das câmeras para agradecer ao “Grande Director”, que, segundo o discurso ensaiado, havia lhe concedido liberdade e justiça. Mas o povo, que observava atentamente pelas telas, não foi enganado.

As palavras de gratidão de Amara pareciam presas numa garganta sufocada pela pressão. Sua voz trêmula dizia uma coisa, mas seus olhos clamavam outra. O ato, cuidadosamente encenado, foi transmitido como um gesto de benevolência.

O director parecia magnânimo, o salvador de uma jovem “arrependida”. Contudo, entre a multidão, alguém murmurou: — Ele partiu-lhe a alma, deulhe uma muleta e agora espera que agradeça pela gentileza. — Xiiu, cala só a boca, estás a falar alto, advertiu outro. A cidade inteira sabia da verdade. Sabia que Amara foi forçada a aceitar aquele teatro para sobreviver.

Sabia que aquelas palavras não eram dela, mas de uma mão invisível que controlava tudo à sua volta. Ainda assim, naquele dia, algo mudou. A coragem silenciosa de Amara ao enfrentar as câmeras, mesmo com palavras impostas, deixou uma mensagem.

O seu silêncio era um grito de revolta. As pessoas começaram a sussurrar o nome dela como um lembrete de que, mesmo nas trevas, a verdade encontra uma forma de brilhar.

Amara, mesmo silenciada, plantou uma semente. Sua resistência passiva diante das câmeras e seu sacrifício involuntário expuseram as contradições do regime.

E assim, em Cavalândia, nasceu um novo movimento, alimentado pela indignação coletiva e pela lembrança de que, no fim, a verdade sempre encontra uma forma de brilhar.

 

Por: *dito benedito

*Escritor & Jornalista

Relacionados - Publicações

PONTUAL: Pergaminhos da fama

PONTUAL: A pressa pode custar uma vida

26 de Outubro, 2026
A linguagem universal do futebol

Duas finais consecutivas, um sonho por cumprir

23 de Outubro, 2026
A Competência não basta

Técnicos vs. gestores

23 de Outubro, 2026
Antes de apontarmos o dedo, olhemos para nós

Antes de apontarmos o dedo, olhemos para nós

23 de Outubro, 2026
Clima e preço do prato: como a seca e as chuvas ditam a inflação alimentar?

Renda, luz, água: como negociar contas e evitar cortes

23 de Outubro, 2026
A inexistência da obrigatoriedade na produção textual como estratégia para o aprimoramento da escrita e prática das normas gramaticais

A inexistência da obrigatoriedade na produção textual como estratégia para o aprimoramento da escrita e prática das normas gramaticais

23 de Outubro, 2026
Carregar Mais

Maís Populares

  • GPL disponibiliza resultados definitivos do concurso público do regime geral e especial

    GPL disponibiliza resultados definitivos do concurso público do regime geral e especial

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • FIFA sanciona Federação Angolana de Futebol por incumprimento de decisão disciplinar sobre o 1.º de Agosto

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Mais de 92 mil candidatos obtêm nota positiva no concurso público da Saúde

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Trade Business Corporation promove primeiro Fórum Anual do Empreendedorismo, Inovação e Desenvolvimento

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • MINSA anuncia hoje resultados provisórios do concurso público

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Publicações

PONTUAL: Pergaminhos da fama

PONTUAL: A pressa pode custar uma vida

por Jorge Fernandes
26 de Outubro, 2026

...

A linguagem universal do futebol

Duas finais consecutivas, um sonho por cumprir

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

A Competência não basta

Técnicos vs. gestores

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

Antes de apontarmos o dedo, olhemos para nós

Antes de apontarmos o dedo, olhemos para nós

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

Clima e preço do prato: como a seca e as chuvas ditam a inflação alimentar?

Renda, luz, água: como negociar contas e evitar cortes

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

A inexistência da obrigatoriedade na produção textual como estratégia para o aprimoramento da escrita e prática das normas gramaticais

A inexistência da obrigatoriedade na produção textual como estratégia para o aprimoramento da escrita e prática das normas gramaticais

por Jornal OPaís
23 de Outubro, 2026

...

Carregar Mais
Artigo Seguinte
Toronto Raptors rescinde com o poste angolano

Toronto Raptors rescinde com o poste angolano

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Bem-vindo de Volta!

Entre para a sua conta abaixo

Esqueceu a Palavra-passe?

Recuperar palavra-passe

Por favor, insira o seu nome de utilizador ou endereço de correio-electrónico para reposição da sua palavra-passe.

Entrar
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM