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Filipe Vidal:“A nossa cultura deve ser valorizada a partir da memória gastronómica”

Sebastião Félix por Sebastião Félix
8 de Janeiro, 2026
Em Entrevista
Pedro Nicodemos

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O país assinala hoje, uma vez mais, o Dia Nacional da Cultura, data instituída por conta do discurso proferido pelo primeiro Presidente da República de Angola, Agostinho Neto, na tomada de posse do corpo gerente da União dos Escritores Angolanos (UEA), no dia 8 de Janeiro de 1979. Para reflectir a cultura, enquanto modo de vida dos angolanos e dos africanos, o antropólogo e professor do CEARTE (Complexo das Escolas de Arte), em Luanda, Filipe Vidal, foi o entrevistado do jornal OPAÍS, que, entre outros assuntos, reiterou o regresso às origens para um melhor posicionamento de Angola e de África no mundo

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Filipe Vidal é o seu nome…

Sim, este é o nome colonial que me assiste e que me foi dado, mas também sou conhecido por Nzuntiama Kumpemba Elimbondo. Penso que, depois de 1975, no dia 11 de Novembro, infelizmente a nossa liberdade foi maliciosamente convertida em (in)dependência; isso aconteceu com todos os países africanos. Devíamos voltar a ter os nossos nomes, porque a primeira atitude que o colonizador fez foi apagar a nossa identidade. Então, é difícil fazermos mudança de nomes no nosso país, por isso sou o Filipe Artur Vidal.

Qual é o significado do nome que acaba de frisar?

Os nomes normalmente não se traduzem. Ainda bem que me pediu para não traduzir, mas para falar do seu significado. Vou começar com o último nome, Elimbondo, que é o da minha linhagem materna, que significa árvore grande e firme. A minha mãe é da nação mbalundo e o meu pai é da nação Kongo, então Kumpemba quer dizer também luz, pode significar também alguém que veio do plano invisível ou do plano daqueles que ainda não nasceram ou aquele pó branco que se usa para as terapias tradicionais. Por sua vez, Ntuziama pode significar mistério, pode significar o insondável, pode significar o invisível; portanto, são estes os significados do nome que transporto.

Por que razão é que, depois da Independência e até hoje, há resistência em se “resgatar” os nomes africanos?

Por causa dos alinhamentos internacionais, as pessoas pensam que, quando se fala de cultura, se está a falar de qualquer coisa. Não! A cultura é a chave para a civilização, para o avanço político, económico, estratégico e até militar de um povo. É a cultura! A cultura é a nossa primeira segurança. Não existe pátria mais segura para um povo senão a sua própria cultura. Os outros povos mantêm a sua identidade. Os únicos países que não mantêm a sua identidade são aqueles que foram colonizados e, quando te tiram a tua identidade, é uma forma de te penetrarem, é uma forma de te manipularem intelectual e emocionalmente. Então, quando se fizeram as lutas para a libertação de África, essas lutas foram convertidas em independência. A palavra independência é a junção de dois vocábulos: (in), dentro, e (dependência), isto é, dentro da dependência. Veja que, depois de 1975, as igrejas continuaram a ser deles, o sistema económico deles, o sistema educativo deles, a forma de casar, de morrer e até de nos curarmos continua a ser deles. Quando falo deles, falo dos colonos. Então, fomos obrigados! Hoje, estamos a ver o problema da Venezuela.

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Sebastião Félix

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