OPaís
Ouça Rádio+
Qua, 4 Mar 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Dina Santos: “Espero que, depois destes 50 anos, passem a olhar para nós com mais atenção”

Antonia Goncalo por Antonia Goncalo
21 de Novembro, 2025
Em Entrevista

Dina Santos é uma das vozes femininas de referência da música angolana, que começou a carreira na década de 60. iniciou no grupo Eitex, passou pelos Kiezos, pelos Jovens do prenda, pelos África Show e, posteriormente, pelos Colvos. A renomada cantora, que segue o legado das conceituadas artistas belita palma e Lourdes Van-Dúnem, com as quais viveu momentos inéditos antes e depois da proclamação da independência, afirmou estar de braços abertos para trabalhar com artistas da nova geração e ajudar na melhoria das suas composições

Poderão também interessar-lhe...

José Luís Mendonça: “Um país só tem bons escritores quando tem uma educação de qualidade”

Gersy Pegado: “A música infantil feita por nós, nos anos 80 e 90, continua a ser a nossa matriz”

Cornélio Caley: “O 4 de Fevereiro de 1961 é o paraíso da liberdade em Angola”

Dina Santos começou a carreira na década de 60. Que memória guarda dos primeiros passos na música?

Eu comecei a cantar no grupo Eitex. Fui projectada por aqueles que já não se encontram no mundo dos vivos, como o Tonito Fortunato, um dos ícones da música angolana. A minha primeira actuação foi no Chá das Seis, na antiga Rádio Colono, onde se encontram as instalações da LAC, com apenas 16 anos. Depois deste conjunto, fui para a parte urbana, já que naquela altura vivia com os meus tios. Passei para Os Kiezos, porque também estava casada com o Walter Costa. Depois dos Kiezos passei para os Jovens do Prenda, depois para os África Show, conjunto fundado por Massano Júnior, e posteriormente pelos Colvos. Naquela altura tínhamos muitos agrupamentos. Fiz parte da maior parte deles, porque havia um responsável chamado Luís Montes, que formou uma cultura a nível dos bairros, aos fins- de-semana, aos sábados, que se chamava Cotonoca, que significa “brincadeira”. A partir daí, as coisas começaram a evoluir. Havia outros empresários que promoviam eventos culturais, que hoje também já não fazem parte do mundo dos vivos. Antigamente havia muitos centros, muitos mesmo. Hoje é que não temos nada, talvez pela situação que atravessamos. Depois da independência, as coisas mudaram.

O país celebrou os 50 anos de independência nacional. como lembra a fase que antecedeu a dipanda?

Antes de ser proclamada a independência houve muita confusão, muitas perturbações: havia corrida aqui, corrida ali. Ainda não estávamos concentrados nem convencidos de que realmente tinha chegado a independência. Quando foi proclamada, houve tiros de alegria, choros também de alegria. As pessoas gritavam “estamos independentes!”. Todos saíram à rua já sem medo, de manhã, os vizinhos abraçavam- se de alegria… Depois da proclamação da independência, como sabes, houve aquela guerra, aquela agitação. Houve momentos de choro e momentos de alegria. A alegria vinha da esperança de mudança imediata, pensávamos que tudo iria mudar, que teríamos coisas boas logo de início, e a malta acreditou nisso. Mas não sei o que aconteceu. Com o tempo, tivemos de nos sensibilizar e perceber que realmente iríamos mudar o nosso país, ter novas imagens, dar outros passos. E foi o que se deu, é o que estamos a viver agora.

Antonia Goncalo

Antonia Goncalo

Recomendado Para Si

José Luís Mendonça: “Um país só tem bons escritores quando tem uma educação de qualidade”

por Sebastião Félix
20 de Fevereiro, 2026
Daniel Miguel

O jornalista, escritor e professor universitário José Luís Mendonça falou do uso da língua portuguesa enquanto ferramenta de trabalho e...

Ler maisDetails

Gersy Pegado: “A música infantil feita por nós, nos anos 80 e 90, continua a ser a nossa matriz”

por Sebastião Félix
13 de Fevereiro, 2026

Em entrevista ao jornal OPAÍS, a cantora Gersy Pegado, integrante das Gingas do Maculusso, disse que começou a dar os...

Ler maisDetails

Cornélio Caley: “O 4 de Fevereiro de 1961 é o paraíso da liberdade em Angola”

por Sebastião Félix
6 de Fevereiro, 2026
JACINTO FIGUEIREDO

Numa conversa descontraída, o historiador Cornélio Caley falou de um dos grandes momentos da história política angolana na era colonial....

Ler maisDetails

António de Oliveira:“Há actores que, mesmo sem nada, se doam ao teatro por amor e paixão”

por Sebastião Félix
30 de Janeiro, 2026
Carlos Augusto

O teatro, arte de representar em palco géneros como comédia, drama e tragédia, com raízes na Grécia antiga, foi o...

Ler maisDetails

CARTA DO LEITOR: O bairro da Sonangol…

4 de Março, 2026

É de hoje… Ecos de um ano judicial

4 de Março, 2026

Ética da IA

4 de Março, 2026

Técnico do Wiliete esclarece estado do grupo para o “derby” da cidade das Acácias Rubras

4 de Março, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.