Um memorando de entendimento para a instalação e exploração de plantações de citrinos, produtos hortícolas e unidade industrial de transformação de frutas, orçado em cerca de 150 milhões de dólares americanos, foi assinado, nesta terça-feira, em Luanda
O projecto a ser desenvolvido no Pólo Agro- industrial de Capanda, província de Malanje, será implementado em quatro fases, num período de oito anos. Foram signatários do acordo o ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, o representante da empresa Citrus Prime, Faustino Guli, o presidente do Conselho de Administração (PCA) da Gesterra S.A, Carlos Paim, e o director Executivo da Iber Angola, Pedro Simón.
Na ocasião, o ministro Isaac dos Anjos, citado pela Angop, disse que o acordo visa principalmente a exportação de concentrado de citrinos para a Espanha e o aproveitamento de frutas anuais, como o maracujá, para a indústria cítrica.
Referiu que não se perspectiva a exportação in natura (no estado em que foram colhidos) por causa das pragas e doenças comuns na citricultura, particularmente a mosca do Mediterrâneo, por isso é feita em suco.
Explicou que a empresa Gesterra vai viabilizar a disponibilização de terrenos na região de Capanda (Malanje), em quatro fases, de modo que se consiga ter uma área total de plantação de cerca de 10 mil hectares de citrino. O governante referiu ainda que todas as propriedades, num raio de mais de 300 quilómetros, poderão fazer a canalização da sua produção para a indústria, realçando as condições de energia e água a nível da região.
“Precisamos ter indústrias de transformação para podermos tomar parte do mercado de citricultura. Temos uma janela aberta para os próximos 8 anos.Se nos desempenharmos bem, passaremos a ser também um grande produtor de suco de laranja”, defendeu.
De acordo com o PCA da Gesterra S.A, Carlos Paim, o projecto começa a ser implementado, na prática, a partir do primeiro trimestre do próximo ano, depois de terem sido cumpridas as fases preliminres, desde os estudos de base até a parte administrativa.
Salientou que a previsão para o início da exportação é a partir do quinto ano e, numa primeira fase, prevê-se a criação de cerca de 600 postos de trabalho, que chegará a três mil a partir do sexto ano. Adiantou que a meta é processar cerca de cinco milhões de toneladas de fruta por dia quando se atingir o ponto mais alto do projecto, daqui a 8 anos.
Referiu que o projecto terá impacto económico e social, sobretudo a nível da região de Capanda, em que o Estado tem procurado a sua potencialização e igualmente trabalhado para maximizar as infra- estruturas rodoviárias e de energia e água.
“Vai ter um impacto social muito forte na região porque ela não vai só absorver a sua própria produção numa área de 10 mil hectares, mas também a produção de todos os outros “players” que houver na região, num raio de 150 quilómetros, e que estejam interessados que os seus produtos sejam processados nessa unidade, pelo facto da mesma dar tratamento a outros tipos de frutas”, frisou.








