O Programa de Fortalecimento dos Recursos Humanos em Saúde (PFRHS) já beneficiou 21.713 profissionais, correspondentes a 57,13% da meta de 38 mil profissionais a formar até 2028, no âmbito da aposta do Ministério da Saúde na qualificação dos quadros e no reforço da capacidade técnica do Sistema Nacional de Saúde.
Promovido pelo Ministério da Saúde, por via do Instituto de Especialização em Saúde (IES), através da Unidade de Implementação do Projecto de Fortalecimento dos Recursos Humanos em Saúde (UIP-PFRHS), o programa desenvolve acções de formação em Angola e no exterior, em parceria com instituições nacionais e internacionais.
No quadro desta estratégia, Angola e Brasil estão a aprofundar a cooperação na formação especializada de profissionais de saúde, com resultados nas áreas de Infectologia e Anestesiologia e perspectivas de expansão para Cardiologia, Saúde Pública e investigação.
Os resultados da parceria e as novas perspectivas de cooperação foram apresentados na sexta-feira, 11 de Setembro, durante um encontro realizado nas instalações da UIP-PFRHS, que reuniu responsáveis do Ministério da Saúde e uma delegação brasileira da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e de outras instituições parceiras.
O encontro foi presidido pelo secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Alberto Pinto de Sousa, ladeado pelo Coordenador e Gestor Técnico da UIP-PFRHS, Job Monteiro.
Ao intervir, o governante defendeu a necessidade de acompanhar os investimentos em infra-estruturas e equipamentos com a formação de profissionais capazes de responder às novas exigências do sector.
Carlos Alberto Pinto de Sousa destacou igualmente a contribuição do PFRHS para a meta de formação de 38 mil profissionais até 2028, considerando que os resultados alcançados permitem perspectivar o cumprimento antecipado do objectivo.
Infectologia já formou cerca de 150 profissionais
Na apresentação dos resultados da parceria com a Unifesp, Job Monteiro destacou a formação em Infectologia, que já permitiu a cerca de 150 profissionais concluir as etapas previstas.
O programa deverá abranger 203 especialistas, com a conclusão das formações prevista entre Dezembro de 2026 e Março de 2027 e o encerramento global do curso em Maio de 2027.
Segundo o responsável, a estratégia não se limita à formação de especialistas, mas prevê a aplicação e partilha dos conhecimentos adquiridos no país.
“O nosso objectivo não é apenas formar especialistas. Queremos que o conhecimento adquirido seja trazido para Angola, aplicado nos nossos hospitais e posteriormente multiplicado através da formação de outros profissionais”, sublinhou.
Neste âmbito, a UIP-PFRHS pretende articular os especialistas formados em Infectologia com o Programa Nacional de Controlo de Infecção.
Está igualmente prevista a realização de um diagnóstico situacional nos hospitais de referência do país, com recurso a um instrumento desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
De acordo com Job Monteiro, a iniciativa terá carácter de apoio técnico e melhoria dos serviços, e não de auditoria. O propósito será identificar oportunidades de intervenção e reforçar as medidas de prevenção e controlo de infecções nas unidades sanitárias.
A componente prática inclui ainda actividades no Hospital dos Queimados, em Luanda, onde os profissionais acompanham procedimentos diferenciados, incluindo cirurgias robóticas, associando a formação teórica à experiência clínica e ao contacto com novas tecnologias.












