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Promotores de eventos em Malanje clamam por espaços

Jornal Opais por Jornal Opais
5 de Dezembro, 2017
Em Cultura, Última Hora

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A promoção de eventos culturais, recreativos e outros constam do cardápio de fim-de-semana local, para reanimar os cidadãos, depois de uma semana laboral carregada de tarefas, espectativas e demais desafios.

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POR: Miguel José Em Malanje

Os promotores de eventos em Malanje clamam por mais espaços para a realização de actividades sócio-culturais e recreativas, em virtude da onda crescente, que gradualmente se verifica, de agentes e grupos exercendo inciativas viradas para o lazer e a cultura.

Edgar Dala, agente da promotora de eventos “Mbró-Mbró”, a mais antiga e mais referenciada o mercado local onde, refere que se regista uma crescente promoção de eventos, porque os cidadãos assim obrigam.Há grande procura pelo lazer. Destaca a importância da criatividade no processo de organização de um evento cultural, desdobrando imaginação e persistência, no âmbito das condições que a economia local permite, para que o espectador não sinta que assistiu a um mero espectáculo.

Deste modo, considera que, hoje, realizar festas ou shows para jovens é diferente de realizar para mais velhos ou adolescentes. Porém, refere que não obstante a escassez de espaços, o surgimento de várias promotoras de eventos, traz um alento para os que apreciam a diversão e o convívio nocturno. Por sua vez, o representante do Grupo Song Live, José Dala Suquina, refere que o seu grupo funciona há um ano e dedica-se à realização de eventos sociais, culturais e religiosos.

Contudo, nos últimos tempos, tem encarado dificuldades para encontrar espaços onde realizar eventos. “ Os que existem, pertencem a instituições que nem sempre estão disponíveis a cedê-los, por razões óbvias”, referiu. Face à gritante falta de espaços, para a realização de espectáculos e demais eventos, o director provincial da Cultura de Malanje, José da Costa Gaspar “Mito Gaspar”, reconhece que a criação de condições que propiciem a realização de espectáculos é tarefa das autoridades governamentais.

Ao mesmo tempo, não acha que a actividade tenha de enfraquecer pelo facto de não existirem espaços adequados, tais como centros recreativos, casas da juventude, casas de cultura, onde os promotores culturais realizem as suas actividades. Não obstante as adversidades financeiras, aconselha os empresários do sector, imbuidos do espírito que norteia a actividade que exercem, a criarem espaços onde possam realizar eventos culturais. “Há que agradecer e encorajar os promotores, que apesar das dificuldades que todos conhecemos, têm realizado espectáculos em quintais, no sentido de proporcionar o entretenimento”, concluiu.

Espectáculo como centro das atenções
Todo o evento cultural conta com uma atracção especial que dá motivo à sessão oferecida. Ao redor do mesmo, circulam os elementos que atraem o público para o evento sem pestanejar, em busca de momentos agradáveis de diversão. Para tal, o sucesso do evento depende em grande medida das propostas de oferta que a organização colocar à disposição dos clientes.

Contudo, o mercado suplementar que garante a realização de espectáculos em “paragens” malanjinas, constitui um “vivo bico d’obras” para os promotores de
eventos, que exige um esforço redobrado, em virtude das limitações locais. Para contratar artistas, a fonte é geralmente o mercado luandense, não sendo apenas o centro dos músicos, mas o que oferece mais opções.

O promotor de eventos, José António Zaza “DJ Zaza”, que exerce a actividade há 11 anos, reconhece que é oneroso organizar espectáculos em Malanje, dada a falta de opções, porém graças à experiência acumulada ao longo de anos,
minimiza o facto.  Segundo a fonte, esta rotina faz parte do seu trabalho, e porque possui contactos com agentes e promotores na capital, consegue realizar os seus projectos .

“Para nós provincianos, quando nos propusemos trazer um artista artista de Luanda para um show, temos de tratar do transporte, a hospedagem e a alimentação”, e ainda assim, fica menos dispendioso do que com os locais. Avança que tem trabalhado também com artistas locais, e embora muitos deles tenham talento, não satisfazem as exigênciasdo público.

Aliás, observa que mesmo alguns artistas que vivem em Luanda, nem todos correspondem aos anseios do público que exige cada vez mais qualidade.Contrariamente ao Edgar Dala, do Grupo Mbró-Mbró, cuja agenda de realizações festivas obedece a efemérides e demais datas marcantes do contexto local e nacional, está principalmente virada para clientes da geração mais madura, em cujas festas e farras trabalha um DJ residente que oferece o menu musical da casa.

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