A médica Aida Azancot de Menezes apresentou a sua candidatura à presidência do Colégio de Especialidade de Medicina do Trabalho (ORMED) para o mandato 2026–2030, baseada em três pilares, nomeadamente qualificar, inovar e liderar.
Segundo o programa de candidatura, a Medicina do Trabalho em Angola chegou a um ponto de inflexão, defendendo que o próximo mandato exige mais do que gestão, mas uma liderança assente na visão, na coragem e na valorização da história da especialidade.
De acordo com o programa apresentado, a candidata, cofundadora do Colégio de Especialidade de Medicina do Trabalho e da Sociedade Angolana de Medicina do Trabalho, que liderou durante 13 anos o Departamento de Saúde Ocupacional da TotalEnergies Angola e foi mentora da primeira Pós-Graduação em Medicina do Trabalho realizada integralmente em Angola, assenta a sua candidatura em três pilares e vinte propostas concretas para o mandato 2026–2030.
Pilar da qualificação
No domínio da qualificação, a candidatura prevê a consolidação e expansão da primeira pós-graduação em Medicina do Trabalho realizada integralmente em Angola, a implementação de um programa nacional de formação contínua com, pelo menos, quatro eventos anuais, a realização de um congresso anual itinerante, a criação de um boletim científico trimestral e de uma comissão de investigação científica, além de acções de sensibilização nas faculdades de medicina e da promoção de estágios para estudantes e médicos internos.
Pilar da inovação
No eixo da inovação, o programa contempla a criação de uma plataforma digital do Colégio, a revisão do seu estatuto com a inclusão de um Código de Ética e Deontologia, a elaboração de um regulamento nacional de acreditação dos serviços de Medicina do Trabalho, a realização de um censo nacional dos especialistas, a criação de um registo de especialistas disponíveis para facilitar o contacto com empregadores e a constituição de um grupo de trabalho dedicado à saúde ocupacional na economia informal.
Liderança
Entre as propostas apresentadas para a área da liderança destacam-se a defesa da vinculação formal da Medicina do Trabalho ao Ministério da Saúde e ao Instituto de Especialidades de Saúde, a filiação na Comissão Internacional de Saúde Ocupacional, o estabelecimento de parcerias com colégios da especialidade de Portugal, Brasil, Moçambique e outros países africanos, bem como a realização de um Fórum Nacional de Saúde Ocupacional.
O programa inclui ainda medidas de valorização do médico especialista angolano, a criação do Prémio Nacional de Saúde Ocupacional de Angola e o lançamento de um programa de mentoria intergeracional destinado a aproximar especialistas seniores e jovens médicos.
FILDA 2026




