Considerado pilar da identidade local, o Museu Regional do Huambo está a atravessar um dos piores momentos da sua história e existência, necessitando de uma intervenção imediata. A instituição multidimensional está instalada num edifício histórico construído em 1935, anteriormente usado pelos Correios e Rádio local
Hoje, ainda resiste às intempéries através do seu acervo e do empenho dos seus técnicos, que tudo têm feito para a manter intacta. Devido à precariedade do edifício original, o museu fechou oficialmente as portas ao público em 2012, o que reduziu o fluxo de visitantes.
Por essa razão, o acervo museológico não está em sua sede própria, mas, sim, sob a custódia do Gabinete Provincial da Cultura e Turismo, acomodado numa sala emprestada. Mas ainda assim, o acesso ao museu não é nulo, já que grupos de estudantes e investigadores solicitam visitas guiadas através da Direcção Provincial da Cultura.
O director da instituição, Venceslau Cassesse, abordado pela nossa reportagem, considerou crítica a situação das infra-estruturas, assim como a riqueza do acervo sob custódia provisória e o esforço institucional para devolver este património à sociedade angolana. O historiador referiu que a reabilitação do museu não é apenas uma questão de obras públicas, mas um compromisso com a memória colectiva e a educação das futuras gerações angolanas.
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