A classe artística angolana e a Comunidade Lusófona lamentam a perda inesperada de Nanutu, um dos mais influentes saxofonistas do continente africano, ocorrido de forma repentina na passada Sexta-feira, 15, em Lisboa, Portugal, devido a um câncer no estômago que foi descoberto já em estado avançado
Segundo o desejo do músico e dos seus filhos, o sepultamento do saxofonista será realiza do em solo português. Embora a sua presença física tenha partido, a sua obra inacabada e o exemplo de rigor profissional servem agora como alavanca para que novos talentos perpetuem na chama da música instrumental angolana.
O músico, reconhecido pela sua trajectória intensa e profissionalismo, deixa um vazio profundo na música instrumental e um legado de pesquisa e mestria técnica que marcou gerações.
O anúncio da triste notícia sobre o falecimento do saxofonista foi feito por Zeca Moreno, presidente da União Nacional dos Artistas e Compositores (UNAC), durante uma reunião com o Ministro da Cultura, no Arquivo Nacional de Angola (ANA), deixando todos os presentes “aterrados”.
O encontro abordava questões críticas para a classe musical, como direitos autorais e os desafios dos artistas angolanos, quando a notícia impactou os presentes como uma “bomba”, interrompendo o espírito de consolidação do grupo.









