Angola caminha para o encerramento de mais um ciclo político e, na sequência, a abertura de uma nova etapa política, porquanto, em Agosto do próximo ano, conforme tipificado na Constituição da República, estão previstas a realização de eleições gerais. Esta será a sexta eleição geral da história de Angola.
No dia 24 de Agosto de 2022, os angolanos foram às urnas para escolha do partido e do seu cabeça de lista. Faz hoje precisamente quatro anos, restando apenas mais um ano para que velhos e novos eleitores regressem às urnas para mais uma escolha mediante um conjunto de ideias que se consubstanciam em promessas. É isso. Estaremos, daqui a pouco, a assistir a um emaranhado de projectos que visam, sobretudo, perspectivas de mudança de cenários relativamente a melhorias significativas de condições que ainda preocupam a maioria dos cidadãos angolanos em relação à habitação, saúde, educação, habitação e emprego.
Esses quatro vectores continuam a ser o calcanhar de Aquiles para a maioria dos angolanos, sobretudo os jovens, que lutam diariamente por uma vida melhor, conseguindo ter acesso e garantia desses serviços para si e para os seus familiares. Daí que a luta é contínua, porém, surgem, a meio desse percurso, adversidades que muitas vezes não possibilitam a conquista desses anseios. Por essa razão, ressurge uma vez mais a esperança, com o quadro político que se aproxima, de continuidade ou de mudança.
Desse modo, teremos os contendores políticos a esmiuçarem tudo e mais alguma coisa para a conquista dos eleitores, apresentando propostas realizáveis e até irrealizáveis, imaginárias e inimaginárias, tudo e mais alguma coisa. Todavia, não se pode perder de vista que temos, nos dias que correm, eleitores mais jovens, por sinal mais exigentes.
Daí que as narrativas terão de ser sustentadas com seriedade e responsabilidade, e não ter de se assistir à promessa por promessa, falatório atrás de falatório, que, no fim das contas, resultam em nada. Por isso, temos o caminho de um ano que deve ser gerido pelos partidos políticos da melhor forma.
Há novos partidos, o que se depreende que surgirão novas e melhores ideias. No entanto, há, do outro lado da barricada, os velhos e maduros partidos que estão nessa senda desde o início da fundação da República, que obviamente têm uma grande palavra a dizer. É essencial que todos os envolvidos no processo político estejam abertos ao diálogo e à inovação, garantindo que as vozes da nova geração sejam ouvidas. Somente assim será possível construir um futuro mais justo e democrático, em que as promessas se traduzam em acções concretas e transformadoras. A participação activa da sociedade civil também é fundamental nesse processo.
Com a colaboração entre novos e antigos partidos, será possível promover uma política mais inclusiva e representativa, capaz de atender às necessidades de todos os cidadãos. Por isso, cada um deve fazer a sua parte, começando por actualizar os dados eleitorais, processo que já decorre, e, quando chegar a hora, ninguém ficará de fora e poderá exigir, mediante o menu apresentado pelo partido à sua escolha.





