Quando mais novo, no saudoso Cazenga de outros tempos, ir a uma edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA), que acontecia no complexo quase abandonado, era motivo de extrema alegria. A idade fazia com que se fosse a caça aos brindes, fornecidos pelas grandes empresas angolanas e estrangeiras, muitas das quais provenientes do estrangeiro, que ocupavam pavilhões. Já crescido, claramente, a visão sobre o que é exposto, incluindo a qualidade e origem, acaba por chamar a atenção.
Embora exista quem se sinta satisfeito por consumir somente produtos estrangeiros, uma grande maioria se questionava sobre a produção nacional e o seu impacto na economia nacional. As idas e vindas às últimas feiras têm centrado a atenção de muitos, fundamentalmente nas alterações e inovações que se podem observar. Tudo que é exposto acaba por indicar de forma indirecta ou directa os progressos a nível produtivo, tecnológico, empresarial e não só sobre o que é feito a nível do mercado angolano. E hoje não será diferente, felizmente.
Quando as portas se abrirem ou as fitas forem cortadas, teremos à disposição dos empresários, cidadãos comuns, curiosos, estudantes uma plêiade de produtos feitos ou vendidos em Angola expostos por mais de 1000 empresas.
A cada ano que passa, é notório o aumento de empresas participantes. Uma situação que demonstra o constante interesse por Angola e as oportunidades que são postas à disposição dos investidores nacionais e estrangeiros. Felizmente, apesar de determinadas dificuldades por que passam algumas empresas e empresários, os indicadores têm sido animadores em relação à produção de bens e serviços.
Nos sectores alimentares, serviços, agricultura, mineração, exportação e importação de produtos, muitos são os sinais de uma economia cada vez mais dinâmica, que se vai afirmando, mais aberta, tendo em conta a extensão do país e as suas enormes riquezas.
Há dias, numa estação de rádio, escutei um responsável de uma empresa que anteriormente investia na distribuição, mas agora produz 80 por cento dos seus produtos em Angola. E o caso não é isolado, sendo algumas delas em Luanda e outras noutras partes do país.
O facto de se ter como ‘mascote’ a província da Huíla, para a presente edição de 2026, é somente uma parte do que espelho onde se pode reflectir as potencialidades existentes de Cabinda ao Cunene e do Mar ao Leste.
A montra hoje em exposição, depois dos negócios feitos, poderá resultar numa melhor e maior produção de bens e serviços, assim como a criação de milhares de postos de trabalho, um dos maiores desafios do Executivo angolano, se se tiver em conta o elevado número de desempregados que ainda se observa.








