O Exercício de Simulação Baseado em Discussão (DBX), dedicado ao alerta prévio e à acção antecipada, terminou na tarde desta Terça-feira, 7, em Luanda, com um balanço considerado positivo, após dois dias de trabalho centrados no reforço das capacidades das instituições nacionais para a gestão do risco de desastres.
A Informação foi avançada ao Jornal OPAÍS pelo porta-voz do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, subcomissário Wilson Baptista.
De acordo com o responsável, no segundo e último dia, os participantes desenvolveram actividades baseadas em situações hipotéticas, colocando em prática procedimentos e protocolos de tomada de decisão em contexto de crise.
Os trabalhos incidiram ainda sobre a definição de Procedimentos Operacionais Padrão (POP), destinados a orientar a recepção, análise, validação e disseminação de avisos e alertas baseados em impactos, com o objectivo de assegurar uma resposta coordenada e atempada perante eventos extremos.
Durante o exercício, representantes de várias instituições nacionais, em conjunto com parceiros regionais e internacionais, analisaram um cenário de cheias adaptado à realidade angolana.
A iniciativa permitiu avaliar os mecanismos de coordenação interinstitucional, os fluxos de comunicação e a utilização operacional do Continental Watch, um dos principais produtos do Sistema Africano de Alerta Prévio e Acção Antecipada para Perigos Múltiplos (AMHEWAS).
De acordo com a organização, o exercício permitiu identificar boas práticas, desafios e oportunidades de melhoria.
As recomendações resultantes dos trabalhos deverão servir de base para reforçar a integração dos produtos do AMHEWAS nos sistemas nacionais de alerta prévio, bem como aperfeiçoar os mecanismos de preparação e resposta a desastres em Angola.
O DBX decorreu entre os dias 6 e 7 de Julho de 2026, sob coordenação da Fundação CIMA (Centro Internacional de Métodos Numéricos em Engenharia), em parceria com a Organização das Nações Unidas, através do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNDRR), a Comissão da União Africana (AUC) e outros parceiros regionais, no âmbito das iniciativas de fortalecimento dos sistemas de alerta prévio e acção antecipada no continente africano.








