O JACINTO FIGUEIREDO MPLA chega ao limiar dos seus 70 anos de existência, carregando tanto um património político e histórico singular, assim como um dilema que por sinal é o maior dos desafios que o Partido enfrenta na sua longa trajectória de lutas e vitórias.
Que é o de manter “o alto facho” aceso e bem vivo do espírito de unidade e coesão, precisamente a sua maior marca, que em 10 de Dezembro de 1956, lhe deu origem e que lhe permitiu atravessar as mais difíceis provações da sua invejável memória histórica, mar cada por diversas fricções e cisões. Nos últimos tempos, tem se insistido na “coesão e na uni dade” no seio do Partido.
Talvez estas devessem já ser consideradas as palavras do ano para 2026, tendo em conta, sobretudo, a frase feita e dita por um conceituado analista político da nossa praça, referindo que “o MPLA tende a unir-se quando procura manter o poder”.
E neste quesito não há nada tão mau que não possa melhorar. “O MPLA tem de continuar a desenvolver acções no sentido de aprofundar a unidade e coesão das suas fileiras, a fim de continuar a emprestar o seu inestimável contributo á consolidação da estabilidade política nacional, como garantia do desenvolvimento multifacético da sociedade angolana” dizia o malogrado e saudoso Presidente Emérito do MPLA, José Eduardo dos Santos, na sessão de abertura da 3ª Reunião Extraordinária do Comité Central, ocorrido no dia 29 de Junho de 2018. Hoje, passados 8 anos a mensagem continua profundamente actual.
E foi precisamente essa cons ciência que inspirou a histórica e memorável Conferência Nacional subordinada ao lema “A Reunificação da Grande Família MPLA”, ocorrida em finais dos anos 80 e principio dos anos 90.
Por: NZONGO BERNARDO DOS SANTOS








