Talvez muitos leitores estejam a perguntar se: o que significa, afinal, viver de Flex? E por que razão essa prá tica pode ser considerada o maior kudurismo da juventude angola na? Nos últimos anos, a palavra Flex tornou-se uma das expressões mais populares entre os jovens, sobretudo nas redes sociais.
Derivada do verbo inglês to flex, que originalmente significa “mostrar os músculos”, a expressão ganhou um novo sentido na cultura digital: ostentar, exibir bens materiais, conquistas, aparência, luxo ou um determinado estatuto social.
Em linguagem corrente, quando alguém diz: “Ele está só a fazer flex com o iPhone novo”, quer simplesmente dizer que essa pessoa está a exibir o seu novo telemóvel para impressionar os outros.
Entretanto, mais do que uma simples gíria, o Flex transformou-se, para muitos, num verdadeiro estilo de vida. E é precisamente aqui que surge o conceito de kudurismo.
A palavra kudurismo pode ser entendida como a união entre Kuduro, um dos estilos musicais mais emblemáticos de Angola, sempre marcado por tendências que surgem com força e rapidamente dão lugar a outras, e turismo, que remete para algo passageiro, transitório, sem permanência.
Assim, chamar o Flex de kudurismo significa afirmar que se trata de uma cultura de aparências, de modismos passageiros e de comportamentos que produzem impacto momentâneo, mas raramente deixam resultados duradouros. Infeliz mente, esta realidade tem conquistado uma parte significativa da juventude angolana.
Por: LUTINA SANTOS






