Ontem, enquanto regressava para casa, ouvia um programa de rádio em que se falava sobre relaciona mentos, formas de amar e aquilo que cada um de nós aprendeu ao longo da vida sobre o que significa ser amado.
A conversa parecia simples, mas rapidamente ganhou profundi dade. Uma senhora defendia que, em certos relacionamentos, levar algumas bofetadas de vez em quando, principalmente quando vindas do marido, era uma for ma de impor limites e que isso fazia parte da dinâmica do casal. Na sua visão, aquilo não era necessariamente violência.
Era uma demonstração de autoridade, de preocupação e, de certa forma, de amor. Pouco depois, outra pessoa partilhava uma história completamente diferente.
Contava que uma mulher, logo nos primeiros dias após o casamento, acordou cedo e começou a esfregar cuidadosamente a casa de banho. O marido, surpreendido, perguntou-lhe por que estava tão em penhada naquela tarefa.
A resposta foi simples: “Fui ensinada que uma boa esposa cuida da casa e do marido. Só assim pode ser amada.” Enquanto ouvia aquelas intervenções, fiquei a pensar numa questão que raramente colocamos a nós próprios: quem nos ensinou o que é o amor? À primeira vista, a pergunta parece estranha.
Por: LÍDIO CÂNDIDO VALDY








