A comunicação em Angola entrou em uma nova fase. Hoje, uma informação chega a milhares de pessoas em poucos segundos. As redes sociais aceleraram tudo, os telemóveis transformaram qualquer pessoa em um emissor permanente e as plataformas digitais multiplicaram os canais de acesso à in formação.
Com a inteligência artificial a automatizar a produção e a distribuição de conteúdos, resta a pergunta que define o nosso tempo: onde está a credibilidade? Esta reflexão torna-se ainda mais importante quando olhamos para o papel histórico da imprensa angolana.
Os jornais, as rádios e as televisões continuam a representar uma dimensão essencial da vi da pública — a responsabilidade de informar com rigor, ouvir fontes, confirmar factos e dar contexto aos acontecimentos.
Num tempo em que a desinformação circula com facilidade, este papel não diminui; pelo contrário, torna-se ainda mais relevante. DR Vale a pena lembrar o que distingue o jornalismo credível do simples acto de “publicar”.
A informação séria passa por etapas: apurar o facto, ouvir mais do que uma fonte, confrontar versões, confirmar dados, dar o direito de respos ta e só então tornar público, com contexto.
Cada uma destas etapas existe por uma razão — proteger o leitor do erro e proteger a verdade da pressa. Quando se saltam estes passos, deixa de haver jorna lismo; passa a haver apenas ruído com aparência de notícia.
Por: DANILSON DE ANDRADE








