O Presidente Cyril Ramaphosa apelou aos cidadãos sul-africanos para respeitarem e de fenderem as leis do país, enquanto o governo enfrenta o desafio da migração ilegal
O Estadista fez uso do seu botetim informativo semanal publicado à se gunda-feira, devido às manifestações, algumas violentas, contra os imigrantes indocumentados que se espalharam por várias grandes cidades da África do Sul. “Os recentes protestos violentos e actos criminosos dirigidos a cidadãos estrangeiros em partes do nosso país, não representam as opiniões do povo sul-africano nem reflectem a política do nosso governo”, escreveu.
Estes são actos de oportunistas que estão a explorar as queixas legítimas, especialmente as dos pobres, sob o falso disfarce de activismo comunitário, prosseguiu. De acordo com o mais alto mandatário da África do Sul, “algumas dessas pessoas estão a assumir funções que apenas funcionários do Estado estão autorizados a desempenhar, incluindo mandar parar pessoas para verificar a documentação e realizar buscas em propriedades privadas”. Ramaphosa reafirmou que “esta ilegalidade não será tolerada, in dependentemente de quem sejam os perpetradores ou as vitimas”.
Reconheceu que, enquanto socie dade, a África do Sul precisa de lidar “de forma decisiva e dentro da lei” com a imigração ilegal, que re presenta um risco para “a estabilidade social, governação e seguran ça nacional” do país.
O Presidente ressaltou ainda que a migração indocumentada coloca pressão sobre os cuidados de saúde, habitação e os serviços municipais, particularmente nas comunidades pobres. Isto distorce o mercado de trabalho, num país com elevado desemprego, alguns empregadores estão a explorar mão-de-obra estrangeira não documentada e mais barata em vez de contratar cidadãos e pagar-lhes salários legais.
O Estadista faz questão de salientar que este facto não só está a alimentar a tensão social, como também a minar activamente o regime de protecção laboral e a corroer os direitos dos trabalhadores duramente conquistados. Acrescentou que o desafio requer uma abordagem de toda a socie dade “na qual o sector privado e o governo devem desempenhar um papel construtivo”.









