O anúncio da candidatura do militante João Manuel Gonçalves Lourenço à sua própria sucessão como Presidente do MPLA, no âmbito do IX Congresso ordinário do partido, desencadeou diversas reacções nas redes sociais e em diferentes círculos de opinião. Como é natural em qualquer processo político de grande relevância, surgem análises, comentários e interpretações de natureza variada.
Contudo, entre as opiniões legítimas e o debate saudável, também emergem aquilo que se pode designar por “Incompreensões por Conveniência”. As incompreensões por conveniência, “com referência ao tema em análise”, acontecem quando determinados actores optam por interpretar factos políticos de forma selectiva, ignorando deliberadamente os estatutos e de mais instrumentos orientadores, o contexto institucional, com o objectivo de sustentar narrativas previamente construídas.
No caso concreto, a decisão de João Lourenço de se recandidatar à liderança do MPLA, insere-se no exercício regular de um direito estatutariamente consagrado e enquadra-se plenamente nas regras internas do partido. Ainda assim, algumas reacções procuram apre sentar esse acto como algo extraordinário ou controverso.
Não por falta de entendimento, mas por conveniência política. Em muitos casos, não se questiona o facto em si, mas constrói-se uma interpretação orientada para gerar ruído mediático, alimentar especulações ou influenciar a percepção pública.
Trata-se de uma lei tura intencionalmente distorcida, em que o foco deixa de ser a legalidade e a legitimidade do processo para se concentrar em narrativas oportunistas.
Num estado democrático, o pluralismo de opiniões é saudável e necessário. Todavia, o debate público ganha maior qualidade quando as senta em factos objectivos, no respeito pelas normas e na honestidade intelectual.
Por: JOÃO MPILAMOSI









