Em função da constante separação do sujeito longo por vírgulas, analisa mos informações e comunicados retirados de algumas páginas que não poderemos mencionar no momento.
Entretanto, dentre as várias possibilidades de justificação, depreende-se que a causa sine qua non, do ponto de vista gramatical, do desvio no uso da vírgula entre sujei to e predicado cinge-se ao facto de o sujeito possuir longa extensão, podendo ser constituí do por uma oração substantiva ou por um grupo nominal com posto por várias classes de palavras. No entanto, alguém diria: “Mas, Gabriel, alguns teóricos afirmam que, em caso de sujeito extenso, a vírgula pode ser admitida.”
Contrariamente a esse argumento, Maria Piacentini afirma, no seu manual sobre a vírgula, que, in dependentemente da extensão do sujeito, a vírgula antes do verbo principal da oração é desaconselhada. (cf. Só Vírgula: método fácil, p. 10, primeira parte).
A autora apresenta, por sua vez, alguns exemplos: “As diversas práticas que o Estado impõe com as suas políticas e planos de estabilização da economia engrossam os conflitos.” “A inobservância das obrigações estabelecidas nesta lei sujeitará o infractor às penas previstas na legislação.”
Analisando a primeira frase, percebe-se que o sujeito é constituído por um grupo nominal alargado, acrescido de uma oração subordinada adjectiva introduzida pelo pronome relativo “que”. Assim, os elementos que compõem o sujeito são: “As diversas práticas que o Estado impõe com as suas políticas e planos de estabilização da economia”, sendo o verbo principal da oração “engrossam”.
Conclui-se, portanto, que a extensão do sujeito não constitui, por si só, fundamento normativo sufi ciente para legitimar o emprego da vírgula entre sujeito e predica do. Embora sujeitos longos possam provocar, durante a leitura, uma tendência natural à pausa respiratória, a gramática normativa desaconselha tal separação, por compreender que sujeito e predicado mantêm entre si uma ligação sintáctica essencial e indissociável.
Assim, a vírgula, nesses casos, quando empregada sem justificação estrutural, deixa de exercer uma função gramatical para atender apenas a uma necessidade prosódica ou estilística do escrevente.
POR: GABRIEL TOMÁS CHINANGA









