Todos os anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) promove a Semana da Imunização, assinalada entre os dias 24 e 30 Abril, constituindo uma campanha internacional que tem como objectivo relembrar que o progresso alcançado ao longo de décadas de vacinação não está garantido.
A Semana da Imunização conduz-nos, deste modo, a uma reflexão sobre os avanços tecnológicos na medicina no que se refere às vacinas. Contudo, não se trata ape nas de uma intervenção simplista de saúde pública, mas de um ajuste colectivo por um interesse maior: a VIDA.
O impacto da pandemia de CO VID-19 tornou-se um marco no que se refere à segurança na ciência, apesar das evidências científicas. Com o advento das redes sociais, a desinformação é ampliada, de modo arriscado e indesejável, colocando em risco conquis tas históricas no âmbito da saúde pública, como, por exemplo, a erradicação da doença da varíola no mundo.
Por outro lado, a desinformação tem contribuído para o ressurgimento de doenças já controladas, como a poliomielite e o sarampo (em algumas regiões do mundo), e, consequentemente, para uma diminuição das taxas de vacinação em diversos países. Este retrocesso não deriva da escassez de vacinas, mas da indecisão da população em relação às mesmas, acarretando, em determina das situações, um problema cultural, social e político.
Por: MARIA OLIVEIRA
Enfermeira Especialista e Mestre em Saúde Infantil e Pediátrica*









