Um especialista em urologia anunciou a introdução, em Angola, de cirurgias de implante peniano destinadas a pacientes com disfunção eréctil severa, sobretudo aqueles que já esgotaram todas as opções terapêuticas disponíveis. Dos sete pacientes já implantados, um caso destaca-se por ter conseguido voltar a engravidar
O médico urologista Leonardo Moiran, da Clínica Urosaúde, afirmou que o procedimento está a ser realizado há cerca de dois anos no país e já beneficiou sete pacientes, todos com resultados considerados satisfatórios. Segundo o especialista, o implante peniano é indicado em casos extremos de disfunção eréctil, condição caracterizada pela incapacidade persistente de obter ou manter uma ereção suficiente para uma actividade sexual satisfatória.
De acordo com o médico, muitos pacientes recorrem inicialmente a medicamentos como sidenafil, valdenafil, levítra e avanafil. No entanto, há situações em que essas terapias não produzem resultados. “Todos os tratamentos possíveis falharam. O paciente toma os me- dicamentos, faz fisioterapia com ondas de choque, usa plasma rico em plaquetas e, ainda assim, não consegue uma actividade sexual satisfatória”, explicou, sendo nesses casos que o implante surge como alternativa definitiva. “Há pacientes que passaram até 20 anos sem actividade sexual e hoje voltaram à normalidade”.
O especialista destacou que a condição é mais frequente em pacientes diabéticos de longa evolução, devido às complicações como neuropatia e vasculopatia, que comprometem os nervos e a circulação sanguínea. “Os vasos ficam obstruídos, não chega sangue ao pénis e não há ereção”, disse. Além disso, homens submetidos a cirurgia da próstata também podem desenvolver disfunção eréctil grave.
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