Literalmente, todos estamos rodeados por um vasto enunciado de palavras. Todos os dias, a toda hora e em qualquer lugar, a comunicação oral ou escrita é passível de abrir novos códigos linguísticos, novos contextos e, literalmente, novos vocábulos ao nosso pobre, porém muito amado português.
No demais, todos sabemos que, às vezes, sobretudo em espaços de comunicação formal, nem sempre temos sido capazes de construir com a excelência desejada as nossas construções frásicas no mesmo ideal linguístico com que as projectamos em nosso meandro mental ou cognitivo.
E assim, tem sido muito comum a recorrência do uso dos sinónimos que, embora admitamos que consigam refletir o essencial da nossa comunicação, muitas vezes nunca são suficientemente íntegros na sua tarefa de substituição exata do determinado termo ou ideia que gostaríamos de transmitir.
Isto se dá porque, tal como acontece com os seres humanos, ca da palavra de uma língua carrega um determinado valor, poder, história, símbolo e aplicabilidade e meandros, que só ela em si mesma contém em sentido geral.
Ou seja, cada termo ou vocábulo é literalmente único em seu sentido e significado, e é por conta disso que cada palavra abre determinados espaços contextuais na instância da sua utilização que só ela, em sua essência, é capaz de abrir.
Mas, bom, se assim for, onde es tariam os sinónimos com sua si nonímia? A palavra sinónimo, em sentido geral, tem a sua origem no grego, “synonymos”, no qual “syn” tem o sentido de junto, e “onyma”, de nome, o que traduzindo quer di zer “que tem o mesmo nome”.
Deste modo, para Silva (2026), chamamos de sinónimas as palavras que tenham “o mesmo ou quase o mesmo significado que a outra”. E assim, por conta disso, todos costumamos dizer que uma palavra é literalmente sinónima da outra por ter o mesmo sentido e aplicabilidade (Farlex, 2025).
Entretanto, o professor Radamés Manosso aponta que, desde tempos idos, as palavras têm sido consideradas como possuidoras de um sentido próprio e original, do qual a sua substituição e aplicação a outra cujo grafema seja distinto dela reduz a sua força de sentido original.
Por: SAMPAIO HERCULANO









